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Fóssil descoberto no RS é considerado marco evolutivo

Publicado em 14 dezembro 2006

Por Agência FAPESP

Um fóssil descoberto em 2004 no município de Agudo, no Rio Grande do Sul, pode ter aberto uma nova etapa na história evolutiva dos dinossauros. O achado está sendo considerado por pesquisadores gaúchos como "pai dos grandes terópodes" (dinossauros bípedes e carnívoros) do período Jurássico (de cerca de 200 milhões a 145 milhões de anos atrás).
Em entrevista à Agência Fapesp, o paleontólogo Sérgio Furtado Cabreira, da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), afirmou que o dinossauro preenche uma lacuna de 28 milhões de anos de evolução. Segundo ele, o animal, que ainda não tem nome, apresentava características muito evoluídas para a época, com peculiaridades que só apareceriam 28 milhões de anos mais tarde. Uma das principais características é uma maior estabilidade aos movimentos em função de um número maior de vértebras sacrais. Segundo os pesquisadores, a fusão entre elas e o aumento do ílio (onde as vértebras se encaixam) dão maior rigidez à cintura pélvica do animal. O dinossauro tinha meio metro de altura, 1,5 metro de comprimento e cerca de 12 quilos.