SÃO PAULO - Ao longo dos últimos 11 mil anos, Luzia — uma mulher de olhos grandes e rosto largo — teve tempo para se acostumar a lugares isolados. De início, ocupou uma gruta em uma cidadezinha mineira. Hoje, protege-se da luz, do calor e dos olhares curiosos em uma caixa almofadada, guardada em uma sala do Museu Nacional, no Rio de Janeiro. Luzia, o ser humano mais antigo já encontrado no Brasil, ganhou fama em 4 de abril de 1998, quando o bioantropólogo Walter Neves, da Universidade de São Paulo (USP), apresentou, a uma plateia de [...]
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