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Shalom

Fórum Internacional discutiu a intolerância em tempos de liberdade e democracia

Publicado em 05 junho 2011

Com a participação de renomados acadêmicos dos Estados Unidos, Israel, Bélgica e Brasil, aconteceu nos dias 25 e 26 de maio, no Anfiteatro de História da USP, o I Fórum Internacional de Combate ao Racismo, à Xenofobia e à Discriminação. O evento resultou de uma parceria da Federação Israelita do Estado de São Paulo com o LEER da Universidade de São Paulo, com apoio da Fapesp, USP e Arqshoah.

O Fórum teve como proposta levar os participantes a uma reflexão sobre a intolerância em tempos de liberdade e democracia, para que a partir deste encontro acadêmico sejam criadas e aperfeiçoadas políticas públicas de combate a xenofobia, ao racismo e ao anti-semitismo em particular.

Durante os dois dias do evento, foram discutidos temas relevantes entre eles: Como a liberdade e a democracia que vigoram no Brasil podem fazer aparecer a intolerância, racismo à brasileira, o anti-semitismo e sua relação com os problemas no Oriente Médio, políticas públicas, educação e direitos humanos, racismo e neonazismo na Internet, legislação e políticas públicas, entre outros.

O evento teve a coordenação da Profa. Maria Luiza Tucci Carneiro (LEER/ Arqshoah/USP) e dos diretores da Federação Israelita do Estado de São Paulo, Alberto Milkewitz e Mario Fleck e contou com a participação dos Professores: Dr. Mario Sznajder e do Dr. Mario Senkman, ambos da Universidade Hebraica de Jerusalém, Christiane Stallaert, da Universidade da Antuérpia, Bélgica, Dr. Luis Roniger, da Wake Forest University, dos Estados Unidos, Lilia K. Moritz, da Antropologia da USP, Adriana Dias, da B´nai B´rith do Brasil/ Arqshoah e LEER USP, Túlio Chaves Novaes, Promotor Público/ LEER USP/ Programa de Pós Graduação em Direitos Humanos da Faculdade de Direito/ USP, Sedi Hirano, Departamento de Sociologia FFLCH, LEER USP, Guilherme de Assis de Almeida, Faculdade de Direito São Francisco / USP, Dr. Hédio da Silva, Diretor Acadêmico da Universidade Zumbi dos Palmares, Dr. Decio Milnitsky, Advogado e Berta Waldman, Departamento de Letras da FFLCH/ USP.

"O Brasil é um pais onde mesmo que os fatos "gritem"teima em afirmar que não é racista. Com esta iniciativa, procuramos mostrar que a democracia não é uma "vacina" contra a intolerância, muito pelo contrário, a liberdade pode favorecer que apareça o racismo, a discriminação, a xenofobia e o anti-semitismo que está por "baixo", declarou o diretor da Fisesp, Alberto Milkewitz.