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Fórum estratégico para infraestrutura na pesquisa é realizado na Unesp

Publicado em 02 maio 2019

Por Portal do Governo do Estado de São Paulo

Cientistas de diversos países participaram de workshop em SP e debateram possibilidades de colaborações internacionais

Em 30 de abril e 1º de maio, o Instituto de Física Teórica da Universidade Estadual Paulista (IFT-Unesp), em São Paulo, sediou um workshop que reuniu pesquisadores e dirigentes de agências de fomento da América Latina.

Vale destacar que o Fórum Estratégico Latino-Americano para Infraestrutura na Pesquisa debateu a possibilidade de cooperações de longo prazo que exijam grandes infraestruturas no contexto regional.

O evento teve participação de pesquisadores da Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (Cern), do Fermi National Accelerator Laboratory (Fermilab), nos Estados Unidos, e do Science and Technology Facilities Council, no Reino Unido.

“Os problemas científicos da América Latina são complexos. É preciso colaboração para a construção de infraestrutura científica necessária. Afinal, as soluções para problemas complexos não vão sair de um único laboratório e um único lugar”, disse Lidia Brito, diretora do Escritório Regional em Montevidéu (Uruguai) da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), à Agência Fapesp.

Infraestrutura

Fernando Quevedo, diretor do ICTP-Trieste, na Itália, ressaltou que a colaboração científica internacional em grandes projetos que exigem importante infraestrutura de pesquisa é uma maneira de garantir resultados e otimizar esforços financeiros.

“Atingimos um nível de infraestrutura de pesquisa altamente competitiva, em projetos de infraestrutura de destaque, como os telescópios e observatórios Pierre Auger (Argentina), HAWC (México), Andes (Argentina-Chile), Ligo (Estados Unidos) e a nova fonte de luz síncroton no Brasil”, salientou.

A nova fonte síncrotron é o Sirius, considerado um projeto estruturante para o Brasil, uma vez que, quando estiver pronto, será um dos equipamentos mais avançados no mundo. “O Sirius terá um impacto enorme na internacionalização da ciência, por ser um equipamento abrangente, que atua em todas as áreas do conhecimento, permitindo experimentos na escala fundamental dos átomos”, avaliou Antonio José Roque da Silva, diretor-geral do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), responsável pelo projeto.

Colaborações

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) busca três objetivos principais em situações que envolvem colaborações internacionais em infraestrutura de pesquisa: o protagonismo de pesquisadores do Estado, o desenvolvimento econômico e trazer a colaboração de jovens cientistas do exterior. A avaliação foi feita por Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor-científico da Fapesp, durante o workshop.

“Queremos nossos pesquisadores em proeminência na discussão sobre como a infraestrutura científica será construída e como atingirá seus objetivos em novas descobertas científicas. Queremos também trazer oportunidade para empresas paulistas, independentemente do seu porte, para o desenvolvimento de tecnologias que serão usadas em infraestrutura de pesquisa”, enfatizou.

De acordo com Mark Thomson, presidente-executivo do Science and Technology Facilities Council (STFC), no Reino Unido, pesquisa e inovação se tornaram atividades globais e o país quer ser ator importante nesse processo, ao oferecer novas oportunidades de financiamento em pesquisa.

“O Reino Unido pretende integrar todas as atividades de pesquisa, independentemente da área de conhecimento – engenharia, arte, biologia, genômica, filosofia. O objetivo é construir essas conexões entre diferentes atividades de pesquisa. Nosso governo tem uma política cujo objetivo é aumentar o investimento em pesquisa e desenvolvimento no Reino Unido para 2,4% do PIB. Atualmente está em 1,7%”, disse.