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UNICAMP - Universidade Estadual de Campinas

Fórum discute ampliação do conhecimento científico em biodiversidade para esferas educacionais

Publicado em 07 abril 2011

Por Sílvio Anunciação

Entre os desafios do novo plano do Programa Biota-Fapesp para as atividades desenvolvidas até 2020 está a ampliação do conhecimento científico em biodiversidade para as esferas educacionais, com foco no ensino fundamental e médio e na educação não-formal, apontou Carlos Alfredo Joly, coordenador do programa e professor do Instituto de Biologia (IB) da Unicamp. Ele falou na manhã desta quinta-feira (7) no Centro de Convenções da Unicamp durante a abertura do Fórum Permanente de Meio Ambiente e Sociedade cujo tema foi "Biodiversidade, Educação e Divulgação".

O Fórum, que é transmitido via web, prossegue até sexta-feira (8) com uma série de atividades. "Colocamos como meta no novo plano científico do Biota a questão de conseguir, de fato, fazer uma interlocução com os profissionais que trabalham na área de educação. A avalição crítica que fizemos há dois anos identificou essa área como uma das lacunas do programa", reconheceu Joly.

Ainda de acordo com ele, o Fórum terá exatamente a função de "discutir essas questões, levantar experiências e projetar como poderemos caminhar nesse sentido dentro do programa". O programa Biota-Fapesp é considerado referência internacional em termos de organização de projetos de pesquisa. Com mais de 10 anos de existência, o Biota possibilitou uma ampla radiografia da biodiversidade no Estado de São Paulo, com a descoberta de mais de 500 novas espécies de plantas e animais.

Além disso, a iniciativa é uma das principais bases para a implementação e aperfeiçoamento de políticas públicas ambientais no Estado. "Existem hoje mais de 25 instrumentos legais, entre resoluções, leis e decretos, que consideram para sua aplicação os resultados do programa Biota-Fapesp", exemplifica Joly.

Representando a Coordenadoria Geral da Universidade (CGU), que desenvolve a iniciatica dos Fóruns Permanentes, a assessora Carmen Zink Bolonhini disse que a produção científica do Biota é digna de registro. "São mais de 170 iniciações científicas financiadas - a maioria pela Fapesp, mais 170 mestrados, 110 doutorados e mais do que 80 pós-doutorados", citou.

Zink, que é docente do Instituto de Estudos de Linguagem (IEL), se disse tranquilizada em saber que o programa estará focado "em fazer essa ponte entre o conhecimento científico produzido na universidade com a escolas de nível básico e médio". O Fórum "Biodiversidade, Educação e Divulgação" é organizado pela Coordenadoria Geral da Unicamp (CGU), Instituto de Biologia (IB), Núcleo de Estudos e Pesquisas Ambientais (NEPAM) e Programa Biota-Fapesp.