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Formato inovador acelera resultados em reunião preparatória para evento sobre bioeconomia

Publicado em 21 novembro 2015

Por Graciliano Toni

Organizado pela Anpei (Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras) e pelo IBQP (Instituto Brasileiro da Qualidade e Produtividade), o pre-summit foi realizado pela Fiesp e pela Fapesp nesta quinta-feira (19/11) como forma de reunir pessoas capazes de dar contribuição importante para preparar o Call for Action in Bioeconomy Global Summit Brasil 2016. A dinâmica exaustiva do trabalho, coordenado por Rodrigo Costa da Rocha Loures, diretor titular do Conselho Superior de Inovação e Competitividade da Fiesp (Conic), deu bons resultados. Em 25 de fevereiro vai haver novo encontro, de um grupo agora coeso, com propostas para trabalhar em planejamento, conteúdo e comunicação.

Pedro Wongtschowski,  presidente do Iedi (Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial) elogiou “a solidez das conclusões, o que mostra a eficiência do processo escolhido. É mesmo um call for action, há muita coisa pela frente”.

No encerramento, Loures lembrou a importância de ficar claro que o evento se refere a negócios, “é for profit”. A articulação de empreendedores, investidores e outros stakeholders é uma agenda de mercado, protagonizada pelo universo empresarial. “É uma premissa.”

O pre-summit

Na abertura do evento, Loures falou sobre as mudanças necessárias para preparar o mundo para a agenda do desenvolvimento sustentável, com a bioeconomia. “O grande desafio é a construção de uma nova cultura”, disse. Loures explicou que o “potencial das pessoas não é aproveitado porque nossos modelos são inadequados. Precisamos nessa nova sociedade criar capacidades técnicas, organizacionais e políticas”, o que inclui a criação de políticas públicas.

O primeiro passo, segundo Loures, é descobrir o que as pessoas desejam fazer, juntas, nessa área. “Ao longo de 2016 vamos descobrir como implementar nossos sonhos.”

O pontapé inicial foi dado no pré-summit, que teve formato fora do normal, possível graças a uma equipe multidisciplinar especializada em fazer as pessoas interagirem e trabalharem de forma colaborativa, além de representar graficamente os resultados das conversas conforme se desdobravam.

Entre as apresentações para estimular os participantes houve a de Wilson Nobre, da FGV (Fundação Getúlio Vargas), que falou sobre a intensa aceleração do poder de processamento dos computadores. Um equipamento de US$ 1.000 terá capacidade de processamento semelhante à do cérebro humano em 2023. Em 2050, ultrapassará a capacidade de todos os cérebros humanos juntos…

E mais – Nobre citou o visionário Ray Kurzweil, que previu que daqui a 15 anos, nanorrobôs inseridos no cérebro permitirão imersão virtual na nuvem, permitindo, como ocorre com os celulares hoje, a multiplicação por 10.000 da capacidade de processamento.

Para exemplificar o potencial do trabalho colaborativo, foi exibido o curta (pouco mais de 4 minutos) O Poder da Colaboração (Macrowikonomics Murmuration), do guru da inovação Don Dapscott, sobre o voo em bando dos estorninhos e o que o uso da mesma capacidade, de forma inteligente, conseguiria gerar.

Dali em diante foram perto de seis horas de trabalho intenso e colaborativo.

Agência Indusnet Fiesp