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O Papel

Forests entra na fase de inovação tecnológica

Publicado em 01 fevereiro 2007

Depois de concluído o estágio de análise, seqüenciamento dos genes de eucalipto e da montagem do banco de ESTs (Etiquetas de Seqüências Expressas, na sigla em inglês), o projeto Forests parte para a fase de inovação tecnológica.
Com todos os dados disponíveis, a partir de agora o trabalho consiste em incentivar grupos de pesquisa a criar propostas de interesse das empresas, seja oferecendo as informações do programa, seja custeando as atividades.
Fruto de um consórcio entre a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e as empresas Duratex, Ripasa, Suzano e VCP, o projeto tem esbarrado em algumas dificuldades no País. "Trata-se de uma tarefa árdua por duas razões: primeiramente, porque existem pouquíssimas pessoas que se dediquem ao estudo do eucalipto no Brasil; em segundo lugar, há a dificuldade de recrutar grupos disponíveis para desenvolver essas pesquisas", aponta Luis Eduardo Aranha Camargo, colaborador na pesquisa e coordenador da atual fase do Forests.
Para Camargo, até o momento essa etapa tem apresentado resultado satisfatório. "Já temos algumas pesquisas em anda mento e outros grupos bem próximos de fechar o acordo", afirma. Entre os trabalhos em desenvolvimento, o coordenador destaca um estudo sobre regiões promotoras de genes de eucalipto e outro sobre a utilização e a preferência da espécie por alguns codons para determinados aminoácidos. Ambos os projetos geraram resultados passíveis de patenteamento. Começa, então, um exercício inédito de propriedade desses processos de produto.