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Brasil Energia

Fora da Rede

Publicado em 07 fevereiro 2018

Há quem diga que uma das árduas missões de quem atua no mercado hidrelétrico é a criação de campanhas incisivas e ostensivas de comunicação, a fim de combater informações distorcidas e falsas que são disseminadas sobre a construção dessas usinas.

Na trilha da eólica

A energia solar levou três anos para atingir seu primeiro GW, entre 2014 (ano do primeiro leilão de energia pelo governo federal que incluiu a fonte), e 2017. A eólica demandou seis anos, entre 2005 (quando foram divulgados os primeiros contratos pelo Proinfa) e 2011. A diferença a favor da solar é que os custos de investimento caíram fortemente nos últimos anos, ao contrário das eólicas, que levaram mais tempo para chegar ao mesmo patamar.

Antes tarde do que nunca

Um recente artigo do físico José Goldemberg em defesa do retorno das hidrelétricas na expansão da oferta de energia foi considerado bem-vindo por quem está a par do dia a dia do setor. A defesa da geração hídrica vem crescendo tímida e tardiamente – o que é melhor do que não acontecer.

Oportunidade

Uma eventual compra da Light pela Enel abre uma inusitada oportunidade para uma parcela de consumidores: aquisição de sistemas de microgeração solar. A compra, neste caso, passa a fazer sentido, porque, caso haja agrupamento de concessão – o que não se pode descartar –, abre-se espaço para que os clientes com casas de veraneio em áreas de concessão distintas (boa parte moradores da capital com casas na Região dos Lagos ou na Região Serrana) possam ter a injeção dos excedentes na rede nas contas de luz.

Torcida

Empresas com negócios no setor elétrico torcem para que as eleições tragam paz e tranquilidade para o país e para o mercado.

Sem medo de ser feliz

O resultado do julgamento do recurso do ex-presidente Lula no TRF-4 fez com que algumas pessoas do setor elétrico cantassem com muito vigor a frase do icônico jingle, que intitula essa nota. A visão corrente, neste caso, é de que o risco de Lula ser eleito foi reduzido drasticamente.

Temendo Temer

Quem milita no setor está com medo das indicações que podem vir do governo Temer para a Aneel, ainda considerada uma das agências reguladoras mais técnicas do país, mesmo com algumas decisões nitidamente políticas nos últimos anos. A preocupação procede, porque o futuro do setor elétrico com uma Eletrobras privada e novos players em diversos mercados passa por uma Aneel independente.