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Fonte da juventude pode estar em hormônios sexuais, revelam pesquisadores

Publicado em 03 agosto 2016

Resultado de pesquisa científica publicado recentemente na revista New England Journal revela um segredo que atrasa o envelhecimento e está relacionado com os hormônios sexuais. De acordo com cientistas que participaram do estudo, hormônios sexuais podem estimular a produção do telomerase, uma enzima encontrada em forma natural no corpo humano e que consegue retroceder o processo de envelhecimento. A tolomerase é chamada pelos pesquisadores de "elixir celular da juventude".

 

A pesquisa foi realizada por cientistas brasileiros e do Institutos de Saúde Nacionais (NIH) dos Estados Unidos (EUA). Entre os brasileiros que participaram do estudo está o médico Rodrigo Calado, professor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, da Universidade de São Paulo (FMRP-USP) e pesquisador do Centro para a Terapia Celular (CTC), um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepids) apoiados pela FAPESP.

 

Segundo ele, em um embrião onde o tecido ainda está em fase de formação, a telomerase é abundante em todas as células. Após esse período, apenas as células que se dividem permanentemente, como as células-tronco que geram o sangue, continuam produzindo a telomerase.

 

"Cada vez que uma célula se divide, seus telômeros ficam mais curtos. Numa certa altura a célula não se pode replicar mais e morre ou envelhece. Porém, a telomerase pode manter o comprimento dos telômeros intacto, mesmo depois da divisão da célula", explica o cientista brasileiro.

 

VELHICE EVITADA

Conforme Calado, algumas células, como a existentes nos hormônios sexuais, evitam o envelhecimento usando a telomerase para estender seus telômeros através da adição de sequências de DNA, mantendo desta forma sua capacidade de se multiplicarem e "permanecerem jovens".

 

A deficiência de telomerase pode causar doenças do sangue, como a anemia aplástica. Recentemente, cientistas trataram 27 pacientes com doenças dos telômeros com um esteroide chamado Danazol, um hormônio masculino sintético que provoca o alongamento dos telômeros.

 

"A última pesquisa foi realizada para verificar se o efeito que nós observámos no laboratório também ocorria nos seres humanos, e os resultados indicam que sim", completou o médico e professor Rodrigo Calado.

 

Com informações do Sputinik Brasil