Notícia

Jornal da Cidade (Bauru, SP) online

FOB procura pais com filhos para pesquisa sobre interação

Publicado em 06 julho 2007

A Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB) da Universidade de São Paulo (USP) está à procura de pais e filhos para participar de uma pesquisa interativa. Os pais ou mães voluntárias e seus filhos vão ser filmados em uma brincadeira por meia hora. O objetivo é comparar a interação entre pais e filhos com fala normal e pais e filhos portadores de problemas na linguagem.

A Clínica de Fonoaudiologia da FOB está procurando crianças que não apresentem atrasos na fala ou trocas de letras freqüentes. Os pequenos devem estar na faixa etária que vai dos 3 aos 8 anos, de ambos os sexos. Os pais voluntários e seus filhos precisam apenas brincar com algum dos materiais dispostos em uma sala, na Clínica de Fonoaudiologia da FOB, enquanto são gravados por cameras de vídeo.

A professora doutora em fonoaudiologia Simone Aparecida Lopes-Herrera, orientadora da pesquisa, explica que a intenção é avaliar a maneira como pais e filhos portadores e não-portadores de problemas na fala interagem. "Vamos comparar a maneira como os pais agem em relação às crianças com atraso na fala e a forma que os pais de filhos com desenvolvimento normal da fala interagem com seus filhos. A idéia e estabelecer as diferenças", completa a professora.

De acordo com as observações das filmagens das brincadeiras dos dois grupos a professora e a pesquisadora e fonoaudióloga Maria Grazia Guillen Mayer pretendem criar um grupo de orientação para os pais de crianças com atraso na fala. Segundo Lopes-Herrera, os pais de crianças que apresentam atraso na fala tendem a simplificar a maneira de falar com os filhos.

"O aprendizado da fala é feito através de modelos. Se os pais simplificam a fala, as crianças tendem a formular frases curtas e entrecortadas", explica a orientadora. Para ela, oferecer modelos mais complexos de fala garantindo a compreensão da criança é o ideal. Dessa forma problemas de interatividade social e de perda de aprendizado podem ser evitados.

O estudo desenvolvido pela FOB e financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) é um dos primeiros a ser realizado no Brasil sobre o tema.

• Serviço

Os interessados em participar da pesquisa devem entrar em contato com Maria Grazia, de segunda a sexta-feira, pelos telefones: 3018-8635 ou 9694-1489.