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MCTIC - Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações

Físico destaca contribuição brasileira para pesquisa sobre neutrinos

Publicado em 25 maio 2015

São do Brasil alguns dos aprimoramentos que farão a pesquisa internacional sobre neutrinos avançar consideravelmente nos próximos anos. A constatação foi feita por Robert Svoboda, do Departamento de Física da Universidade da Califórnia em Davis, durante evento realizado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) na capital paulista.

"Os neutrinos são as menores partículas conhecidas – para se fazer um elétron seriam necessários 10 milhões deles, o que nos leva a dizer que para cada átomo há pelo menos 1 bilhão de neutrinos", disse Svoboda, no encontro, realizado nos dias 12 e 13. "Ou seja: somos visitantes no universo dos neutrinos, o que por si só já é um grande motivo para buscar entendê-los. O Brasil tem grande participação no que já se sabe a respeito dessas partículas e está trabalhando em novas e importantes contribuições."

Para o pesquisador, a articulação da comunidade brasileira de físicos experimentais posicionou o País como importante colaborador nas pesquisas internacionais sobre neutrinos.

Svodoba trabalha em colaboração no Double Chooz, experimento que procura medir oscilações de neutrinos ao observar antineutrinos produzidos em um reator nuclear em Chooz, na França.

No Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF/MCTI), a pesquisas de física de neutrinos existe desde 2006 e está focada no Double Chooz e na detecção de neutrinos para implementação de novas salvaguardas nucleares na usina nuclear Angra 2, em Angra dos Reis, (RJ). Atualmente seus integrantes institucionais são Herman Pessoa Lima Junior (Coordenação de Física Aplicada – APL), João dos Anjos (que atualmente dirige o Observatório Nacional – ON/MCTI) e Gabriel Azzi (Coordenação de Atividades Técnicas – CAT).

Histórico recente

Até a década de 1990, os físicos achavam que os neutrinos não tinham massa. De acordo com Robert Svoboda, a descoberta de evidências contrárias e a compreensão sobre o comportamento dos neutrinos pode explicar por que o universo é feito predominantemente de matéria, já que a antimatéria, que hoje é quase inexistente, teria as mesmas chances de surgir se propagando a partir do Big Bang e não o fez.

Argumenta-se que, quando o Universo foi formado, matéria e antimatéria existiam de forma simétrica, em igual quantidade. O aumento da quantidade de matéria após o Big Bang, responsável pelas coisas como as conhecemos, pode ter sido provocado pelos neutrinos.

Leia mais e assista a entrevista em vídeo com o pesquisador aqui.

Por Ascom do MCTI

Fonte: Fapesp e CBPF