Notícia

Observatório da Inovação e Competitividade - USP

Financiamentos públicos no setor privado: algumas questões

Publicado em 15 abril 2010

Empresários que participaram da Conferência Paulista de Ciência, Tecnologia e Inovação, ocorrida na Fapesp em 12 e 13 deste mês, frisaram um ponto interessante sobre os financiamentos públicos de projetos. Fernando Perez, presidente e diretor da Recepta Biopharma, ex-diretor científico da FAPESP, afirma que a sua empresa ganha em termos de financiamento público.

Porém, há grande burocracia e falta de mobilidade nos gastos que a Recepta faz daqueles recursos conseguidos por meio dos programas de subvenção econômica. Perez trata também da falta de articulação entre as agência e instituições de fomento à pesquisa.

Segundo alguns, há a intensa marcação dos recursos, quer dizer, a rigidez com que as subvenções conseguidas devem ser aplicadas num projeto. É difícil, por exemplo, mudar o ponto onde uma quantidade x de recursos seria aplicada, o que dificulta a execução de projetos financiados pelo setor público. Outro ponto é que a duração dos financiamentos públicos de projetos de empresas pelo setor, de acordo com Perez, não casa com a duração dos próprios projetos.

O Governo Federal e o Governo do Estado de São Paulo possuem programas que são direcionados à formação de pesquisadores dentro de empresas. Dentre os programas estaduais, destaca-se o PIPE - Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas, criado em 1997 visando apoiar a execução de pesquisa científica e/ou tecnológica em pequenas empresas sediadas no Estado de São Paulo.

Como desafio, parte do empresariado presente na primeira rodada da Conferência Paulista deixa alguns pontos: orçamentos mais flexíveis; formação de mais recursos humanos especializados em inovação, dentre outros pontos. Por fim, afirma-se que programas, como o FINEP, devem ser desengessados, o que diz bastante no que tange à liberdade de uso dos financiamentos públicos de projetos privados.