Notícia

Jornal da Unesp

Fertilizante inteligente

Publicado em 01 junho 2014

Os fertilizantes têm sido essenciais para o cultivo de alimentos em grande escala. Porém, seu uso indiscriminado no Brasil semeia vários transtornos. As perdas de nutrientes, por exemplo, podem chegar a 60%, exigindo que maiores quantidades sejam aplicadas para um rendimento considerável na plantação. Além disso, o excesso de substâncias utilizadas prejudica a qualidade de águas e solos.

O fertilizante desenvolvido pelo professor André Henrique Rosa, em parceria com a sua aluna de doutorado Camila de Almeida Melo e o professor Leonardo Fernandes Fraceto, todos da Unesp de Sorocaba, oferece como novidade a liberação lenta no ambiente dos micronutrientes essenciais às plantas. “Os fertilizantes de liberação lenta são uma alternativa para aumentar a eficiência, diminuindo custos e aumentando a produtividade agrícola”, afirma Rosa.

O novo produto tem como vantagem disponibilizar micronutrientes conforme a necessidade das plantas e, portanto, as perdas são minimizadas, reduzindo a quantidade necessária e as despesas da aplicação. Sua composição também contém matéria orgânica, que acaba se agregando aos solos, o que promove uma melhora na sua qualidade e influencia na retenção de água. E Camila aponta, ainda, os benefícios ecológicos do fertilizante, “que minimiza a contaminação ambiental e os efeitos tóxicos para a biota”.

O depósito da patente desse novo fertilizante foi feito pela Agência Unesp de Inovação (AUIN) no dia 6 de fevereiro. “A AUIN cuidou de todo o processo de patente com muita eficiência e rapidez”, comenta Rosa. “O apoio à pesquisa recebido da Fapesp para o desenvolvimento do projeto e a bolsa de estudos de doutorado para a Camila também foram fundamentais.” Os pesquisadores agora trabalham no aprimoramento do produto.

Assessoria de Imprensa da FCA/Botucatu, com informações de Alfapress