Notícia

Jornal Primeira Página

Ferramentas digitais ajudam estudos, diz especialistas

Publicado em 26 janeiro 2013

Se bem empregadas e aproveitadas, as ferramentas digitais podem beneficiar e muito no aprendizado de crianças e adolescentes. Tecnologias como lousas digitais e notebooks e o acesso internet, dentro e fora da sala de aula, ajudam a despertar a curiosidade e criatividade.

De acordo com a professora do Departamento de Teorias e Práticas de Aprendizagem da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Roseli Rodrigues de Mello, é muito importante que, além de disponibilizar novas tecnologias para os alunos, também se ofereça acesso à comunidade para pesquisas como salas de informática e bibliotecas, pois isso reforça a interação com os alunos e a aprendizagem social.

O acompanhamento de estudantes mais velhos, como, por exemplo, do ensino médio, também ajuda e incentiva os alunos de educação infantil e fundamental ao aprendizado, tornando-se uma referência.

“É importante que os familiares dos alunos frequentem a escola e se utilizem também das ferramentas digitais, como computadores e internet, para que estejam envolvidos, estimulando e apoiando no aprendizado, não só curricular, mas principalmente social”, comenta a professora.

Um conjunto de pesquisas financiadas pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) com crianças de 2 a 5 anos revelou resultados parciais do uso de ferramentas digitais no desenvolvimento de formas de conhecimentos muito mais potentes e rápidas aos alunos com acesso a tecnologias, do que aqueles sem o acesso.

Na Rede Municipal de Educação Básica de São Carlos já foram empregadas ferramentas digitas como lousas e notebooks, porém o uso desses equipamentos apenas como substituição da lousa tradicional e das folhas do caderno não são rentáveis ao ensino.

Muitas escolas da rede pública, municipal e estadual, já possuem a estrutura de ferramentas digitais para o aprendizado, porém não são devidamente aproveitadas porque não terem conexão a internet.

“Se esses equipamentos não estiverem conectados a uma rede de internet, não há vantagens no aprendizado. O interessante é que elas possam pesquisar de maneira interativa e imediata o conteúdo apresentado em sala de aula”, destaca Mello.

Além disso, é importante que haja uma preparação e formação de professores para o aprendizado com novas tecnologias, de forma que o professor oriente corretamente de como utilizar os recursos digitais.

Os recursos para estas tecnologias ainda são caros, porém, uma tendência para o futuro. Por isso é uma escolha dos governos começarem a aderir e a formar adequadamente os profissionais da área de educação para que possam desenvolver novos métodos e aproveitar a amplitude dos recursos para o aprendizado.

Com formação específica e equipamentos digitais, as formas de exploração em aula podem ocorrer desde programas de desenho, escrita, criação e complementação de texto, exploração dos conteúdos através da rede, até interconexão de estudantes de escolas em cidades, estados e países diferentes.

O uso do celular por crianças dentro salas de aula também é um tema debatido por pais e professores; na opinião da especialista, deve haver um consenso entres as duas partes.

“Para que não haja interferência nos estudos de forma negativa, pais e professores devem orientar os estudantes em que momento e para que devem usar o dispositivo móvel. E logicamente os alunos respeitarem a determinação”, ressalta Mello.