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Revista Controle & Instrumentação

Ferramenta para análise de Big Data

Publicado em 01 fevereiro 2020

Por Da redação

Sistemas computacionais sofisticados, capazes de armazenar, indexar, analisar e dar sentido a grandes conjuntos de dados não processáveis por softwares tradicionais, — poderão| tornar-se ferramentas essenciais para apoiar a tomada de decisão na área médica. Pesquisas direcionadas a esse objetivo têm sido conduzidas pelo Grupo de Bases de Dados e de Imagens (GBdl), do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da Universidade de São Paulo (ICMC-USP), em São Carlos.

“ Um dos maiores desafios no campo da Ciência da Computação é integrar, organizar e aproveitar grandes volumes de dados multimodais de plataformas diversificadas, para impulsionar processos de tomada de decisão. Ou seja, tornar possível usar dados de fontes variadas, como exames, monitoramento e tratamento de pacientes, para coletar informações de casos semelhantes, e construir uma melhor compreensão sobre um determinado caso ”, disse a professora Agma Traina.

As pesquisas feitas no laboratório do GBdl lidam com grandes quantidades de dados complexos, oriundos de hospitais públicos do Estado de São Paulo. O grupo trabalha principalmente com imagens e vídeos, capazes de fornecer aos médicos informações sobre casos similares tratados no passado. Parte da pesquisa tem apoio da Fapesp por meio de um Projeto Temático coordenado por Traina.

Ela conta que o projeto envolve organização de bases de dados, métodos de acessos métricos (empregados para acelerar a avaliação de consultas semelhantes), processamento e visualização de imagens, que permitem oferecer a médicos especialistas ferramentas, algoritmos e métodos para reunir e acessar informações muito valiosas de casos antigos e atuais.

Traina destaca que o tamanho e a complexidade das bases de dados de registros eletrônicos de pacientes oferecem grandes desafios de processamento, tanto em termos de desenvolvimento e de aplicação de técnicas de análise e de extração de conhecimento, como no apoio ao desenvolvimento de ferramentas práticas para uso clínico.

“ No entanto, também incorporam uma infinidade de oportunidades para criar algoritmos e métodos, capazes de exibir informações relevantes, relacionadas com um paciente particular, ou grupos de pacientes, que estariam usualmente ocultas pelo grande volume de dados. Além disso, a manipulação eficiente desses dados ajuda a tornar os registros eletrônicos de pacientes, em uma plataforma, mais úteis para apoiar os profissionais de saúde, lidando com aplicações médicas de rápida demanda, bem como decisões governamentais estratégicas em saúde ”, disse a professora.

Denise Casatti