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Jornal de Jundiaí online

Fernando Costa é confirmado como novo reitor

Publicado em 07 abril 2009

O médico Fernando Costa, 58, foi confirmado pelo governador José Serra (PSDB) como o novo reitor da Unicamp para o período de 2009 a 2013. Ele tomará posse no dia 17, substituindo José Tadeu Jorge. Ex-pró-reitor de Pesquisa na gestão 2002-2005, Costa foi oficialmente nomeado no "Diário Oficial'' do Estado de sábado. Seu nome encabeçou uma lista tríplice enviada a Serra que refletiu o resultado da eleição interna feita em março.

Fernando Costa conquistou 60,97% dos votos válidos de professores, funcionários e estudantes nos campi da universidade, contra 39,03% obtidos por Gláucia de Pastore.

Médico pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP, Costa tem título de pós-doutor pela Universidade Yale (EUA) e foi admitido na Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp em 1990. Lá, exerceu cargo de diretor (1994 a 1998) e foi aprovado em concurso público como professor titular em Hematologia e Hemoterapia. Ao tornar-se reitor da Unicamp, o médico assume como desafio manter a universidade entre as instituições de ponta no que se refere à pesquisa científica e à produção de conhecimento no país.

Neste ano, 4.858 projetos com financiamento de órgãos públicos como a Fapesp e do setor produtivo estão sendo tocados na universidade. Uma consequência foi sua presença significativa em revistas internacionais indexadas à base de dados ISI - grupo de publicações reconhecidas em importância e qualidade. Em 2008, 2.725 trabalhos foram publicados.

"A produção de conhecimento é uma das grandes missões da universidade. Essas estudos publicados no ano passado representam um índice de 1,6 trabalho por docente na universidade, o melhor do país'', afirma o pró-reitor de Pesquisa, Daniel Pereira. A universidade tem 1.727 professores, 98% com titulo mínimo de doutor.

Segundo Pereira, existe uma relação muito grande entre a produção de conhecimento com o financiamento à pesquisa. "Um desafio é a universidade continuar competitiva na captação de recursos junto às agências de fomento e ao setor produtivo para que essas pesquisas se realizem'', diz. A ligação com o setor produtivo, por exemplo, estimula a Unicamp a atingir outra de suas marcas. A universidade tem hoje 526 patentes, sendo 31 transferidas à indústria. Ela é a maior patenteadora do país, segundo o Inpi (Instituto Nacional da Propriedade Industrial).

Pereira destaca ainda que a universidade ocupa lugar de destaque no programa Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia, do Ministério da Ciência e Tecnologia, com 9 dos 123 institutos criados no país.

Alunos

Os 16.422 alunos de graduação e os cerca de 14 mil de pós-graduação estão distribuídos em 64 cursos nos campi Campinas, Piracicaba e Limeira -dois. Nesses espaços há 24 bibliotecas, 3 hospitais e 21 unidades de ensino e pesquisa.

Boa parte desses alunos é oriunda de escola pública -38,2%. A Unicamp adota um programa de ação afirmativa que atribui pontos adicionais a alunos da rede pública ou de raça negra, parda ou indígena.

A avaliação desses alunos é hoje uma das questões polêmicas. Como a USP, a Unicamp não aceita participar do Enade, exame que avalia o conhecimento de alguns alunos no último ano de curso. A pequena amostragem - que poderia influenciar nos resultados- é criticada pela universidade.