A dinâmica de movimentação dos continentes faz com que a Serra do Mar, formada há 650 milhões de anos, se mexa. Pelo fato de se movimentar, a Serra ainda está em processo de modelamento e exige técnicas aperfeiçoadas para que o fenômeno não interfira nas obras.
"Tudo isso é muito normal. O próprio Oceano Atlântico continua se abrindo em cinco centímetros por ano, forçando a placa africana para Leste e a Sul-americana para Oeste", afirma a professora de Geologia e Geomorfologia da UniSantos, Angela Frigério.
De acordo com o professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Yociteru Hasui, que coordenou uma pesquisa financiada pelo Fundo de Apoio à Pesquisa (Fapesp) sobre alterações geológicas dos últimos 15 milhões de anos, os movimentos da Serra são lentos e quase imperceptíveis.
Ele explica que não é possível saber com exatidão quanto o maciço se movimenta. Estima-se que são apenas alguns milímetros por ano. "Como o Atlântico força a América do Sul para Oeste, as rochas precisam se acomodar. Já que elas estão quebradas, muitos blocos sobem e outros afundam".
ANÉIS
Os movimentos do maciço já haviam despertado a atenção dós engenheiros da primeira pista da Imigrante, que providenciaram anéis de proteção para os pilares de viadutos em alguns trechos da Serra. Na segunda pista, a mesma providência foi adotada.
Notícia
A Tribuna (Santos, SP)