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Pauta Social

Fapesp, USP, Unesp e Unicamp juntas pela biodiversidade de SP

Publicado em 06 agosto 2007

Programa Biota-FAPESP


A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e as três universidade públicas paulistas - Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual Paulista (Unesp) e Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) - assinaram em 2 de agosto uma parceria para a manutenção dos sistemas eletrônicos de informação ambiental do Instituto Virtual da Biodiversidade, do Programa Biota-FAPESP. Além de dirigentes da FAPESP e dos reitores das três universidades, estiveram presentes autoridades ligadas a Meio Ambiente nas esferas federal, estadual e municipal, de organismos não governamentais e representantes da comunidade científica paulista.

"A institucionalização é o atestado de maioridade do Biota. Um paradigma importante que dá continuidade ao esforço de investimento e capacitação feito até agora", afirma Carlos Vogt, presidente da FAPESP.

O Programa Biota foi criado em 1999 depois de um minucioso diagnóstico do conhecimento até então existente sobre a biodiversidade do estado, e de ter sua viabilidade avaliada por um comitê internacional de cientistas. De lá para cá, pesquisadores apoiados pelo programa descobriram pelo menos 500 novas espécies de plantas e animais, publicaram cerca de 500 artigos científicos, 16 livros e 2 atlas. O Biota é também responsável pela formação de 150 mestres e 90 doutores. "É um exército de gente se comparado ao total de pesquisadores que estudam os biomas na região amazônica", afirma Carlos Alfredo Joly, membro da coordenação do programa.

Toda a produção científica resultante dos 75 projetos apoiados pelo Biota está armazenada em 4 sistemas eletrônicos de informação: SinBiota, com dados de aproximadamente 4 mil espécies de plantas, animais e microrganismos encontrados no estado; Atlas, com escalas que permitem a visualizações detalhadas dos biomas paulistas; a revista eletrônica Biota Neotropica, que produz 3 volumes ao ano e publica 30 artigos científicos por edição, e a Rede Biota de Bioprospecção e Bioensaios (BIOprospecTA), que descreve e armazena dados sobre a possibilidade de uso sustentável e comercial de moléculas orgânicas. São ferramentas dinâmicas, com banco de dados inter-relacionados e em constante atualização, amplamente disponíveis para a comunidade acadêmica. O objetivo da parceria é tornar permanente a preservaç! ão e a continuidade desta riqueza de conhecimento.

"O Biota tem enorme vitalidade científica e impacto na vida de todos nós e é um dos maiores programas no mundo voltado para o estudo da biodiversidade", afirma Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da FAPESP. Para ele, a articulação institucional é necessária para garantir a permanência dos produtos gerados no âmbito do programa, que agora torna-se um spin-off da FAPESP. "É importante que as universidades cuidem destas informações, extrapolando as iniciativas individuais dos pesquisadores. O acordo estabelece uma interação e compromisso entre instituições acadêmicas como poucas vezes vemos acontecer", diz.

Cada instituição ficará responsável pela administração de uma ferramenta do programa. O site do Biota, o SinBiota, o Atlas e a revista Biota Neotropica serão mantidos pela Unicamp, coordenados pelo Centro Nacional de Processamento de Alto Desempenho em São Paulo (Cenapad).

Já a rede BIOprospecTA será dividida entre a Unesp - que cuidará das informações sobre varredura química e da extratoteca (coleção de extratos de plantas e animais) - e a USP - que ficará com a parte de bioprospecção relacionada à clínica médica, como caracterização de moléculas e substâncias que podem ser utilizadas para a produção de fármacos, testes pré-clínicos e produtos.

Para Ricardo Ribeiro Rodrigues, coordenador do programa, "a intenção é transformar o Biota num mecanismo institucional que sustente e colabore com políticas públicas estaduais de conservação ambiental".

"O acordo é aberto e permite a participação futura de outras instituições interessadas em colaborar com a perenidade de sistemas de informação que têm rotinas complexas de manutenção", afirma Carlos Joly.

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Pauta incluída por: Redação