Notícia

Boletim Pro-Scientiae

Fapesp Urgente: Posse de Celso Lafer, Serra fala de parcerias em xeque

Publicado em 01 outubro 2007

Por Glória Kreinz

Antes que as parcerias fechadas entre a Fapesp com a iniciativa privada sejam colocadas em xeque, tanto Lafer, quanto Serra, descartam qualquer tipo de conflito entre a teoria e a prática, e Serra pede ênfase na pesquisa básica. Evitam um xeque-mate que afetaria de perto a pesquisa nacional.

O debate entre ciência básica ou aplicada é antigo. O governador de São Paulo, José Serra, citou o novo presidente da Fapesp, em artigo publicado na Folha de S. Paulo de 27/9/2007, declarando:

"Como o próprio Celso Lafer sublinhou no discurso proferido, lembrando Pasteur, não existe ciência aplicada, existe aplicação da ciência", afirmou Serra durante entrevista coletiva. Disse ainda que:


Celso Lafer assume o comando da Fapesp

"A pesquisa aplicada é a aplicação da pesquisa básica. É natural que a pesquisa básica tenha esse desdobramento. Ênfase na pesquisa básica, mas na aplicação da pesquisa básica também, que é fundamental."A fundação tem alguns programas que miram laboratórios privados em vez de públicos, como é o caso do que estimula a inovação tecnológica.

"Um dos temas importantes também será o do meio ambiente", comentou Lafer.

Assim tomou posse na Fapesp o jurista Celso Lafer, que substitui o poeta e lingüista Carlos Vogt, atual secretário de Ensino Superior do Estado de São Paulo. Não hesitou quando questionado sobre a prioridade dada às pesquisas sobre etanol: "Já temos apoiado a pesquisa nessa área tanto na universidade quanto na empresa". A segurança de Lafer contagiou o público presente.

Há pontos de vista comuns: mudança climática e a questão de uma matriz energética. Há um programa especial para pesquisas sobre estas mudanças climáticas e a Fapesp e o MCT (Ministério da Ciência e Tecnologia) articulam planos separados, mas que terão alguns pontos de conexão, sobre o tema.

Celso Lafer declara ainda: "Considero a mudança climática, que está ligada à questão da matriz energética, como sendo um tema muito importante. É um assunto que nós vamos examinar daqui para frente", e com a verba da Fapesp , em 2008, R$ 517 milhões (1% da receita líquida do Estado), não será muito difícil. A pesquisa básica hoje recebe 55% do total de recursos anuais da Fapesp. Para nós, do NJR/ECA/USP só resta comemorarmos, pois temos texto publicado em nossa coleção onde José Reis fala de como lutou para conseguir porcentagem fixa do Governo do Estado. Esperamos modificações.