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Fapesp: Série de vídeos mostra importância das pesquisas científicas

Publicado em 28 junho 2019

Por Portal do Governo do Estado de São Paulo

Em conteúdos com duração de um minuto, ‘Ciência SP’ aborda o impacto dos estudos tecnológicos apoiadas pela Fundação

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) lançou uma série semanal de vídeos de um minuto denominada “Ciência SP”. A iniciativa mostra o impacto social e econômico de pesquisas científicas e tecnológicas apoiadas pela instituição.

A novidade foi anunciada nesta quinta-feira (27), mesmo dia da cerimônia de lançamento do edital “Ciência para o Desenvolvimento”, realizada na Fapesp, que selecionará pesquisas científicas sociais no Estado executadas por pesquisadores de universidades e institutos de pesquisas (públicos ou privados). O vídeo completo da solenidade está disponível na internet.

Os projetos serão financiados pela Fapesp, com apoio da iniciativa privada. O edital deverá estimular as pesquisas que trabalham na solução de grandes desafios econômicos e sociais, em diversas áreas, no território paulista.

Produção

Na ocasião, o presidente da Fapesp, Marco Antonio Zago, destacou que quase metade da produção científica brasileira é feita em São Paulo, único Estado brasileiro em que os investimentos do setor privado em ciência e tecnologia superam os do setor público e onde há mais pesquisadores atuando em empresas do que no setor acadêmico.

“O novo programa é um convite para que institutos de pesquisa, universidades, empresas e órgãos governamentais se associem para ampliar as oportunidades de desenvolvimento do nosso Estado”, salientou o presidente da Fapesp.

“Entendemos que há necessidade de associar as universidades e os institutos de pesquisa públicos e privados com as empresas, os órgãos do governo ou do terceiro setor, que são as instituições com capacidade de aplicar os resultados dos projetos”, ressaltou o diretor-científico da Fapesp, Carlos Henrique de Brito Cruz.

Episódio

O primeiro episódio da série de vídeos destaca como a ciência ajuda a melhorar a segurança de idosos na travessia de ruas. Um estudo feito na Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP) constatou que 97,8% dos idosos da capital paulista não conseguem caminhar a 4,3 km/h, velocidade exigida pelo padrão apresentado pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) para os semáforos da cidade.

Na média, a velocidade alcançada pelos voluntários com mais de 60 anos que participaram do estudo foi bem menor que o exigido: apenas 2,7 km/h. Para medir a velocidade da marcha dos 1.191 idosos que participaram do estudo foi necessária a infraestrutura do Estudo SABE (Saúde, Bem-Estar e Envelhecimento), pesquisa sobre as condições de vida e saúde dos idosos do município.

O estudo multicêntrico teve início em 2000, quando, por iniciativa da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), foram pesquisadas pessoas de 60 anos ou mais de sete grandes cidades da América Latina e do Caribe, entre elas São Paulo. Com apoio da Fapesp, a pesquisa foi reeditada em São Paulo em 2006 e 2010 e teve a quarta edição em 2016.

O programa “Ciência SP” pode ser visto nas páginas da Agência Fapesp no YouTube, Facebook, Instagram e Twitter.

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