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FAPESP recebe comitiva do Reino Unido

Publicado em 20 março 2012

Agência FAPESP - A FAPESP recebeu nesta segunda-feira (19/03) uma comitiva com representantes de 21 universidades britânicas interessadas em incentivar acordos de cooperação com instituições e empresas brasileiras.

A missão, recebida pelo diretor científico da FAPESP, Carlos Henrique de Brito Cruz, foi organizada pela Unidade Internacional de Educação Superior do Reino Unido, ligada à Universities UK (UUK), organização que representa o conjunto das universidades britânicas.

De acordo com a diretora da Unidade Internacional da UUK, Joanna Newman, líder da delegação, o grupo representa uma ampla variedade de instituições de pesquisa de todos os países que compõem o Reino Unido, englobando não só algumas das principais universidades do mundo, mas também outras entidades menores, com foco em áreas específicas.

"Estamos muito interessados em estimular parcerias sustentáveis de longo prazo entre instituições do Brasil e do Reino Unido e desejamos que essas parcerias e colaborações incluam o intercâmbio de estudantes nos dois sentidos. A pesquisa em colaboração não diz respeito apenas às parcerias individuais. Queremos ajudar as instituições a trabalhar mais em conjunto", disse Newman à Agência FAPESP.

Segundo Newman, o Reino Unido tem um excelente apelo para atrair estudantes internacionais, ficando em segundo lugar no mundo nesse aspecto, atrás apenas dos Estados Unidos. Mas esse sucesso por enquanto tem mão única: os britânicos não têm conseguido enviar um número tão grande de estudantes para o exterior.

"Reconhecemos que, em um mundo globalizado, é muito importante que nossos estudantes também comecem a se internacionalizar, assim como as instituições. Esse é o pano de fundo da nossa iniciativa de buscar mais conexões internacionais. Nesse sentido, o Brasil é um parceiro fantástico para estabelecermos parcerias", disse.

Newman citou as principais vantagens que fazem do Brasil um parceiro ideal: uma economia que cresce muito rápido, uma grande população e um enorme esforço em pesquisa e desenvolvimento. "O que o Reino Unido tem para oferecer é um sistema de educação superior consolidado há muito tempo, amadurecido em qualidade e autônomo. Como os dois países são democracias, vemos enormes chances de aumentar a cooperação", disse.

Participaram da missão ao Brasil as universidades envolvidas com o Programa Ciência sem Fronteiras, financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

O programa promove a internacionalização da ciência brasileira por meio de bolsas para o intercâmbio de estudantes. Segundo Newman, a Unidade Internacional do UUK assinou com o programa, em dezembro, um acordo para enviar 10 mil estudantes brasileiros ao Reino Unido nos próximos quatro anos.

"A razão para virmos a São Paulo é que a FAPESP tem programas de amplo alcance de apoio à pesquisa e às colaborações entre universidades brasileiras e estrangeiras. Isso inclui uma série de parcerias com universidades britânicas e com os Conselhos de Pesquisa do Reino Unido (RCUK). Não queremos nos limitar ao Programa Ciência sem Fronteiras, mas queremos estimular novas parcerias e acordos com uma gama mais ampla de instituições brasileiras", afirmou.

Outro objetivo da visita, segundo Newman, foi o de promover as instituições britânicas no Brasil, onde elas não são bem conhecidas na avaliação do governo britânico. "A gama de programas da FAPESP e a ambição que transparece na magnitude do compromisso de financiamento à ciência que existe em São Paulo nos deixaram muito impressionados", afirmou.

Brito Cruz apresentou aos britânicos uma análise sobre a situação da ciência e tecnologia em São Paulo, explicou o funcionamento dos programas de cooperação internacional e falou sobre as oportunidades de cooperação internacional no Estado.

A FAPESP tem acordos de financiamento conjunto de pesquisas com os RCUK, com o King"s College London, com as universidades de Southampton, Surrey e Nottingham e com o British Council.

"Essas iniciativas são parte relevante da nossa estratégia para aumentar o número de conexões internacionais da ciência do Estado de São Paulo e uma das prioridades é trazer cientistas estrangeiros para o Brasil", disse Brito Cruz.

Entre 2005 e 2010, a FAPESP aprovou 42 propostas de pesquisa relacionadas a acordos de financiamento conjunto, segundo Brito Cruz. As iniciativas de internacionalização também compreendem as modalidades Bolsa de Pós-Doutorado, Programa Jovens Pesquisadores em Centros Emergentes, Auxílio à Pesquisa - Pesquisador Visitante e Escola São Paulo de Ciência Avançada.

"Só em 2010, recebemos 205 pesquisadores visitantes. Em breve, vamos anunciar também o programa São Paulo Excellence Chairs, que terá o objetivo de trazer a São Paulo cientistas de ponta de diversos lugares do mundo para estadias de pelo menos 12 semanas anuais, por no mínimo três anos", disse.