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Jornal de Jundiaí

Fapesp premiará projetos inteligentes

Publicado em 26 fevereiro 2019

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) reservaram R$ 20 milhões em recursos não reembolsáveis para apoiar o desenvolvimento, em pequenas empresas paulistas, de produtos, processos e serviços inovadores que possam ser adotados por órgãos da administração pública. Em função do convênio assinado entre a Fapesp e a Prefeitura de Jundiaí no ano passado, os temas e os desafios do chamamento para empresas de base tecnológica foram definidos pela Unidade de Gestão de Desenvolvimento e Tecnologia (UGDECT).

A ideia é que os projetos aprovados iniciem o desenvolvimento em Unidades de Gestão da Prefeitura, mas não há impedimento para que eles sejam aproveitados por outras cidades. O gestor da UGDECT, Messias Mercadante de Castro, afirma que o edital é uma importante oportunidade para empresas que buscam recursos para colocar em prática seus projetos, especialmente porque o financiamento será feito a fundo perdido. “E para o Município é uma excelente forma de modernizar e promover aceleração científica e tecnológica, uma vez que os projetos apresentados devem ter como foco principal o uso de tecnologia para solucionar os desafios existentes em uma administração pública.

Utilizar recursos tecnológicos para melhorar a vida da população é uma das diretrizes principais do prefeito Luiz Fernando Machado”, comenta. Os recursos estão reservados para uma chamada de propostas que lista desafios tecnológicos em dez áreas, como meio ambiente, assistência social, habitação, saúde, educação e previdência social. O edital, que está disponível desde ontem no link http://www.fapesp.br/, tem como objetivo atrair startups (microempresas, empresas de pequeno porte ou pequenas empresas) que tenham conduzido pesquisas no passado que resultaram em novas tecnologias, processos ou produtos financiados nas fases 1 e 2 do PIPE (Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas) ou projetos equivalentes conduzidos com recursos próprios ou de outras fontes. As empresas sede dos projetos propostos precisam ser do Estado de São Paulo, empregar até 250 funcionários e estarem constituídas e ativas há, no mínimo, 12 meses antes do lançamento do edital.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

É preciso, ainda, haver um pesquisador responsável pelo projeto. Ele pode ser um dos sócios da empresa ou um empregado, com dedicação mínima de 30 horas semanais ao projeto. As startups selecionadas receberão apoio para a chamada fase 3 do PIPE, em que as soluções resultantes de pesquisas anteriores possam ser efetivamente inseridas no mercado. O apoio a cada projeto selecionado será de até R$ 1,5 milhão em 24 meses. O prazo para apresentação de projetos vai até o dia 22 de abril.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Em assistência social, a busca é por projetos que empreguem soluções tecnológicas para reduzir a violência contra mulheres e crianças, por exemplo. Monitoramento de áreas de proteção permanente, mitigação de filas em unidades de saúde, transparência e eficiência no uso de recursos públicos e universalização do acesso às atividades físicas e esportivas são outros exemplos de desafios listados no edital.