Notícia

A Tribuna (Santos, SP)

Fapesp pode liberar recurso para empresa que investir em pesquisa

Publicado em 20 outubro 2011

Por MARCELO SANTOS

Pequenas empresas dispostas a investir em pesquisa para fornecer produtos para a cadeia de petróleo e gás natural poderão receber recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) para desenvolver seus projetos.

A linha Pesquisa Inovativa na Pequena Empresa (Pipe) da Fapesp financia até R$ 125 mil para os nove primeiros meses do projeto. Outros R$ 500 mil são fornecidos para os dois últimos anos de estudos até a conclusão.

A Pipe foi apresentada ontem pelo coordenador-adjunto de Inovação Tecnológica da Diretoria Cientifica da Fapesp, Sérgio Robles Reis de Queiroz. Ele participou do painel As Inovações Tecnológicas para a Indústria do Petróleo no segundo dia da Santos Offshore OU & Gas Expo, no Mendes Convention Center.

Queiroz afirma que, segundo os critérios da Fapesp, uma empresa é considerada pequena se tiver até 100 funcionários. Ele lembra também que a Liberação de recursos da Pipe exige a vinculação do pesquisador principal do projeto à empresa, mas ele não precisa ser doutorou mestre.

Segundo a Fapesp, o candidato ao apoio científico deve preparar também uma proposta convincente de industrialização e comercialização resultantes da pesquisa patrocinada.

A Fapesp é uma fundação bancada por 1 % da arrecadação estadual de impostos e, por isso, exige que as empresas beneficiadas estejam instaladas no Estado.

Segundo Queiroz, 44% das pesquisas financiadas no Estado têm recursos da Fapesp. As federais CNPQ Capes e Ftnep patrocinam, respectivamente, 22%, 16% e 18%.

Porém, diz ele, o Brasil ainda está longe de ser uma potência em pesquisa. Segundo Queiroz, o valor investido nessa área no Brasil equivale al% do Produto Interno Bruto (PIB), chegando a 1,6% se for considerado só o Estado de São Paulo.

De acordo com ele, a região da OCDE (países ricos mais Chile) destina 2% do PIB à pesquisa, sendo que os líderes gastam 4%. O coordenador da Fapesp explica que a média nacional não é tão o ruim. O problema, diz ele, é que a participação das empresas nesse bolo é muito baixo, o que reduz a competitividade delas perante o mercado externo. "O Brasil forma 12 mil doutores por ano. Avançamos, mas ainda um caminho longo pela frente".