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Eco Informe

Fapesp leva biodiversidade brasileira para a Alemanha

Publicado em 04 maio 2011

Vai até o dia 15 de julho a exposição Brazilian Nature - Mystery and Destiny (Natureza Brasileira - Mistério e Destino) na Universidade de Leipzig, Alemanha, com a participação da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo - Fapesp.

O ponto de partida da exposição é a obra Flora Brasiliensis, editada no período de 1840 a 1906 pelo botânico alemão Carl Philipp von Martius (1794-1868) - até hoje o mais completo levantamento publicado sobre a flora brasileira e uma referência para estudos em botânica no mundo. Em seu conjunto, a mostra apresenta 37 painéis que percorrem três grandes ações apoiadas pela Fapesp: os projetos Flora Brasiliensis On-Line e Flora Revisitada, Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo e o Programa Biota-Fapesp, desenvolvidos por cientistas ligados a instituições de pesquisa do Estado de São Paulo. Seguidores de Martius, esses pesquisadores procuram estudar a riqueza natural do Brasil para avançar o conhecimento sobre a diversidade do país - a maior do planeta, com entre 15% e 20% do número total de espécies conhecidas - e propor políticas para sua conservação.

Flora Brasiliensis On-Line e Revisitada. Este projeto criou na internet um banco de dados aberto com os registros de mais de 23 mil espécies de plantas descritas 11 mil imagens de textos das descrições e 3.811 ilustrações de espécies brasileiras na obra Flora Brasiliensis. Ao mesmo tempo, faz a atualização da nomenclatura utilizada no trabalho original de Martius e colaboradores e a inclusão de espécies descritas depois de sua publicação, com novas informações e ilustrações recentes.

Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo. Iniciado em 1993, este projeto faz o primeiro e mais abrangente mapeamento da vegetação com flores nativas no Estado. O trabalho reúne 250 botânicos da Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Universidade Estadual Paulista (Unesp), dos institutos Botânico, Florestal e Agronômico e do Departamento de Parques e Áreas Verdes da Prefeitura de São Paulo. Pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), de 15 outros estados brasileiros e também de outros países contribuem para o projeto.