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Jornal da Unesp online

Fapesp lança obra de referência sobre biodiversidade

Publicado em 25 novembro 2008

Por Fábio de Castro

Livro é produção conjunta com Secretaria do Meio Ambiente

 

A publicação Diretrizes para conservação e restauração da biodiversidade do Estado de São Paulo será lançada nesta segunda-feira (24/11), às 16h30, no Instituto de Botânica, em São Paulo (SP). Resultado da primeira fase do Programa Biota-Fapesp e editada em conjunto com a Secretaria do Meio Ambiente, a obra apresenta e discute os 27 mapas temáticos e os três mapas-síntese elaborados durante uma série de workshops que reuniu, no decorrer de 18 meses, cerca de 160 biólogos, agrônomos, engenheiros florestais e outros especialistas.

Segundo os organizadores, os mapas permitem a definição de estratégias para a conservação da biodiversidade remanescente no território paulista e para a restauração dos corredores ecológicos interligando os fragmentos naturais na paisagem. De caráter institucional, o livro terá tiragem de 2,5 mil exemplares, que serão doados para universidades e instituições de pesquisa.

Para Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da Fapesp, a obra é um excelente exemplo da aplicação da pesquisa científica em problemas urgentes. "O Programa Biota demonstra como se pode criar boa ciência e atender as necessidades relevantes da sociedade”, diz. Segundo Cruz, o livro testemunha essa conexão entre a ciência e sua aplicação.

De acordo com o coordenador do Biota-Fapesp, Ricardo Ribeiro Rodrigues, professor da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq-USP), a construção do mapa de áreas prioritárias de conservação e restauração da biodiversidade se destina a orientar políticas públicas, objetivo que vinha sendo cumprido mesmo antes da publicação do produto final.

Histórico - Segundo o coordenador do Biota-Fapesp, um dos capítulos do livro faz um levantamento das Unidades de Conservação no Estado, incluindo as  municipais, em todas as categorias, formando um documento de referência para o poder público.

Outro capítulo aborda os aspectos do ambiente físico paulista. "Há ainda um que descreve todo o histórico do programa, além de capítulos temáticos, voltados para cada um dos grupos taxonômicos. Neles, o livro traz indicações sobre as lacunas do conhecimento, recomenda áreas para criação de Unidades de Conservação e aponta áreas prioritárias para conservação", explicou Rodrigues.

Para ele, o principal diferencial da proposta em relação a outras iniciativas é que o programa indica áreas prioritárias para conservação quando existem dados biológicos. "Em iniciativas anteriores, só o conhecimento dos pesquisadores era utilizado. Mas o Biota-Fapesp optou por valorizar o uso da informação biológica. Até mesmo as Unidades de Conservação foram justificadas com dados biológicos", disse.

Informações:

Lançamento: Diretrizes para conservação e restauração do Estado de São Paulo

Local: Instituto de Botânica, Jardim Botânico de São Paulo, às 16h30

Av. Miguel Stéfano 3.031, Água Funda São Paulo (SP)