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FAPESP investiu R$ 1,18 bi no apoio à pesquisa científica e tecnológica em 2015

Publicado em 14 setembro 2016

Salvador, 14/09/2016 - A FAPESP aplicou em 2015 R$ 1.188.693.702 no apoio à pesquisa científica e tecnológica no estado de São Paulo. Apesar da queda da arrecadação tributária do estado e, consequentemente, do repasse de recursos estabelecido pela Constituição estadual à Fundação, o desembolso com pesquisa foi 3,1% superior a 2014, em termos nominais.

Os dados são parte do Relatório de Atividades 2015, que será lançado hoje, 14 de setembro, na sede da FAPESP, com uma exposição de obras do pintor Paulo Pasta que ilustram o documento. A íntegra dos relatórios anuais desde a criação da FAPESP, em 1962, está disponível em www.fapesp.br/publicacoes.

A receita da Fundação em 2015 foi de R$ 1.350.088.934. Desse total, 77,4%, ou R$ 1.045.335.370, foram transferidos pelo Tesouro estadual, repasse equivalente a 1% da receita de impostos do estado de São Paulo. Outros 5,5% (R$ 73.996.678) vieram de recursos patrimoniais da Fundação e 17,1% (R$ 230.756.885) referem-se a outras fontes de recursos, como convênios com instituições para financiamento conjunto de pesquisas em que a FAPESP administra o desembolso.

Uma novidade do Relatório de Atividades 2015 é o capítulo que dimensiona o sistema paulista de ciência e tecnologia, composto por 62 entidades com missão orientada a atividades de pesquisa, entre universidades, instituições isoladas de ensino superior, institutos de pesquisa públicos e particulares, e por 14.787 empresas que desenvolvem atividades de inovação.

O estado dispunha, em 2015, de 74 mil pesquisadores e respondeu pela publicação de 21.783 trabalhos científicos. Um total de R$ 27,5 bilhões foi aplicado em pesquisa e desenvolvimento no estado naquele ano. As empresas foram responsáveis por 57,2% desse montante, enquanto 22,7% vieram do governo estadual, 17,7% do governo federal e 2,4% de instituições de ensino superior particulares. Do total de recursos investidos pela FAPESP, 52% foram destinados a Pesquisas com Vistas a Aplicações, 40% em Pesquisas para o Avanço do Conhecimento e 8% no Apoio à Infraestrutura de Pesquisa paulista.

“É dominante a atividade voltada a aplicações, a qual inclui uma carteira especialmente intensa em saúde, agricultura e engenharia”, escreveram na apresentação do relatório o presidente da FAPESP, José Goldemberg, e o vice-presidente, Eduardo Moacyr Krieger.

A Fundação financia diversas categorias de pesquisa aplicada, como as que estimulam a inovação em pequenas empresas e a parceria entre empresas e universidades para o desenvolvimento conjunto de conhecimento e de novas tecnologias, assim como os estudos que contribuem para a formulação de políticas públicas. Também se enquadram nesse rol programas de pesquisa voltados para temas específicos como bioenergia, mudanças climáticas globais, biodiversidade e ciência aplicada com base em grandes bancos de dados, entre outros.

Um destaque de 2015 foi a criação de três novos Centros de Pesquisa Aplicada Colaborativa, que envolvem grandes parcerias entre empresas e universidades ou institutos, todas elas com um contrato por até 10 anos para desenvolver atividades de pesquisa avançada. Cada R$ 1 investido pela FAPESP mobiliza mais R$ 1 empresa e R$ 2 da universidade ou instituto de pesquisa.

A multinacional farmacêutica GlaxoSmithKline (GSK) é parceira de dois desses novos centros. Serão feitos investimentos da ordem de R$ 88,4 milhões, dos quais a FAPESP e a GSK vão compartilhar igualmente R$ 34,6 milhões. Outros R$ 53,7 milhões serão investidos pelas instituições que sediarão os centros. “Nosso objetivo é, no futuro, lançar um produto orgulhosamente descoberto no Brasil”, disse Cesar Rengifo, presidente da GSK.