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Diário do Rio Claro online

Fapesp investe mais de R$ 150 milhões em financiamento de pesquisas da Unesp

Publicado em 29 agosto 2014

A maioria das pesquisas realizadas pelas universidades públicas paulistas conta com financiamento externo. A maior financiadora dos projetos é a Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) que dispõe de um orçamento anual de R$ 1 bilhão para investir no desenvolvimento científico de diferentes áreas do conhecimento.

A Unesp (Universidade Estadual Paulista) é uma das instituições beneficiadas. Somente em 2013, a universidade recebeu mais de R$ 150 milhões em financiamento de projetos. A informação foi divulgada pelo diretor científico da Fapesp, Prof. Dr. Carlos Henrique de Brito Cruz, em palestra proferida na segunda-feira (25) no Auditório I do Departamento de Matemática do Instituto de Geociências e Ciências Exatas (IGCE) da Unesp, Campus Rio Claro. A taxa de sucesso na aprovação dos pedidos foi de 46% de um total estimado entre seis e sete mil projetos apresentados.

No que tange ao Câmpus da Unesp de Rio Claro há um destaque para a obtenção de recursos para pesquisas junto a Fapesp. Segundo o professor Brito, de 1992 a 2013, a instituição recebeu de R$ 12 a R$ 14 milhões da autarquia. Somente em 2013 foram feitas 440 solicitações com taxa de sucesso de 49%. Isso sem contar os pedidos de financiamento apresentados à Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), ao CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), e as pesquisas custeadas com recursos próprios da universidade.

O diretor disse que a Fapesp procura financiar pesquisas que causem impacto em três dimensões: intelectual, social e econômica. De acordo com ele, o grande desafio da fundação é aumentar o impacto das pesquisas nessas três dimensões. O principal foco de investimento é na ciência básica com o objetivo de formar uma base de cientistas com vistas a oportunidades futuras. “Queremos investir nas ciências que fazem a humanidade ficar mais sábia, que deixem uma marca no mundo. Queremos que São Paulo tenha pesquisadores que participem das grandes descobertas”, disse Brito Cruz.

Um caminho para atingir esse objetivo seria realizar pesquisas em colaboração com empresas e pesquisadores estrangeiros. A Fapesp tem facilitado esse caminho promovendo convênios com a iniciativa privada e instituições internacionais. O diretor destacou que o Estado de São Paulo detém 22% dos cientistas do Brasil e 50% da produção científica nacional, mas é preciso avançar ainda mais. As pesquisas brasileiras têm índices que variam de 60% a 70% da média mundial referente a citação em artigos científicos. Para o professor, essa situação não é confortável e é preciso aumentar esse impacto e tornar a ciência nacional mais visível no mundo.