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Fapesp investe em projeto ‘inédito’ de produção caseira de hortaliças

Publicado em 03 agosto 2017

Desenvolver um sistema aeropônico portátil para produção caseira de hortaliças, plantas aromáticas e condimentares em ambientes domésticos. Essa é a proposta de um projeto inovador criado pela startup Aeropônica, comandada por ex-alunos de doutorado do Instituto Agronômico de Campinas (IAC).

Ele foi escolhido entre outros quase 50 concorrentes para receber um aporte de cerca de R$ 160 mil do Programa Fapesp Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (Pipe). A empresa é pioneira na técnica, que já vem sendo utilizada no Brasil, para o cultivo de batata-semente com bons resultados.

“A aeroponia é uma vertente da hidroponia e consiste no cultivo de plantas sem a necessidade de solo ou substrato. No sistema, as raízes ficam suspensas no ar e a planta é alimentada por nebulização de gotículas de água carregadas de nutrientes”, explica Alex Humberto Calori, CEO da empresa, que também pretende prestar consultoria na implantação de sistemas aeropônicos no Brasil.

Segundo o executivo, um dos trunfos da técnica é a economia de água: a redução no uso pode chegar a 98% se comparado com os sistemas tradicionais de cultivo.Ainda como vantagens a diminuição dos custos de nutrientes, uma vez que as plantas absorvem apenas os nutrientes que lhes são fornecidos, sem perdas; o aumento da produção, por conta da maior oxigenação do sistema radicular; e menor (ou nula) incidência de doenças, por não fazer uso de solos nem de substratos. “O sistema também não utiliza defensivos agrícolas”, destaca o CEO.

O projeto inédito fez com que a empresa fosse a escolhida entre 48 projetos do 4º Ciclo de Análises do Pipe da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), para receber aporte financeiro da instituição. “Os recursos, nessa fase inicial de 9 meses, no valor de aproximadamente R$ 160 mil, serão usados para demonstração da viabilidade tecnológica do produto em desenvolvimento pela empresa”, enfatiza Calori.

CEO da startup Aeropônica, Humberto Alex Calori diz que os recursos do projeto, na fase inicial de nove meses, no valor aproximado de R$ 160 mil, serão usados para demonstração da viabilidade tecnológica do produto em desenvolvimento pela empresa.

No Brasil, o desenvolvimento da técnica de aeroponia foi realizada de forma pioneira pela equipe da Aeropônica, que conta, além de Calori, com a colaboração dos pesquisadores Thiago L. Factor, da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), Polo Nordeste Paulista, e Luis F. V. Purquerio, do IAC de Campinas.

Os benefícios da técnica já podem ser notados pelos campos do país que apostam no cultivo de batata-semente, garante o CEO, que faz uma observação: “O produtor deverá cultivar hortaliças/plantas de elevado valor agregado para compensar o valor do investimento, que é mais alto do que o de sistemas tradicionais de hidroponia, como Nutrient Film Technique (NFT) e Deep Film Technique (DFT), por exemplo”.

Segundo Calori, além dos produtores rurais, poderão fazer uso da tecnologia pessoas que desejam cultivar alimentos em ambientes fechados com iluminação artificial e os interessados em ornamentar escritórios e residências, entre outros ambientes, com foco na melhoria do ambiente de trabalho.

Após o cumprimento dessa primeira fase, o CEO informa que poderá submeter um novo projeto à Fapesp, para o desenvolvimento do produto, com duração máxima de 24 meses e recursos de até R$ 1 milhão.

(Fonte: Sociedade Nacional de Agricultura)