Notícia

Tribuna Impressa

Fapesp injetará cerca de R$ 45 milhões em projeto do Instituto de Química

Publicado em 16 junho 2013

Araraquara vai ganhar um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepides). A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) aprovou apoio a 17 novas unidades. A de Araraquara será instalada no câmpus do Instituto de Química (IQ), da Unesp, e receberá investimento de aproximadamente R$ 45 milhões, dentro dos próximos 11 anos.

Sob responsabilidade do pesquisador Elson Longo da Silva, o Centro de Pesquisa para o Desenvolvimento de Materiais Funcionais do IQ recebeu apoio financeiro da Fapesp na primeira fase do Programa Cepid, que teve como foco de pesquisa a síntese de materiais com composição química, microestrutura e morfologia controladas.

O novo centro vai usar essa competência para a pesquisa e desenvolvimento de materiais funcionais nanoestruturados, adaptados para solucionar problemas relacionados à energia renovável, saúde e meio ambiente. O local vai ter plantas-piloto de nanopartículas funcionais e estimular a geração de novas empresas de base tecnológica. Oferecerá, ainda, programa de educação voltado para professores do ensino médio.

IMPORTÂNCIA

Os 17 Cepids envolvem 499 cientistas do Estado de São Paulo e 68 de outros países, como pesquisadores principais ou associados. O processo de seleção mobilizou 150 revisores brasileiros e estrangeiros e um comitê internacional composto por 11 cientistas convidados, além dos comitês internos da Fapesp. As 90 propostas foram avaliadas pelo mérito científico, ousadia, originalidade, competitividade internacional e pela qualificação das equipes e suas lideranças.

Os temas de pesquisa dos 17 centros incluem: alimentos e nutrição; vidros e cerâmica; materiais funcionais; neurociência e neurotecnologia; doenças inflamatórias; biodiversidade e descoberta de novas drogas; toxinas, resposta imune e sinalização celular; neuromatemática; ciências matemáticas aplicadas à indústria; obesidade e doenças associadas; terapia celular; estudos metropolitanos; genoma humano e células-tronco; engenharia computacional; processos oxidantes e antioxidantes em biomedicina; violência; e óptica, biofotônica e física atômica e molecular.

DA REPORTAGEM

suapauta@tribunaimpressa.com.br