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O Dia (SP)

FAPESP: incubadora recebe R$ 400 mil para desenvolvimento do software inédito

Publicado em 27 julho 2006

A Incubadora de Empresas de Base Tecnológica da Universidade Estadual Júlio de Mesquita Filho Unesp de Rio Claro (Incunesp) recebeu recursos na ordem de R$ 400 mil da FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) para o desenvolvimento do um software de características iné ditas voltado para o planeja mento urbano e gestão ambiental, denominado Fortgeo.
Para o autor do projeto, o geólogo Fábio Meaulo, o Fortgeo poderá representar uma importante ferramenta na elaboração de planos diretores por gestores municipais. "A iniciativa está sendo considerada como um dos projetos mais ar rojados na área de Geociências já aprovado por uma agência de fomento na modalidade de inovação'tecnológica em pequenas empresas", diz.
"O sistema organiza, em um banco de dados personalizado, informações geográficas referentes ao meio ambiente, a fim de subsidiar as ações de toma da de decisão, no que se refere ao Planejamento Territorial e na Gestão Ambiental", diz Meaulo. "São dados necessários aos administradores municipais para elaboração do Plano Diretor, pois indicam os locais ambientalmente adequados para a instalação, de novas empresas e aterros, sanitários", enfatiza.
O software facilita o reconhecimento territorial da cidade.e a' atualização do cadastro de contribuintes, que poderá ter reflexo direto na arrecadação de tributos municipais, como o Imposto Territorial Urbano. "Ele ajuda a corrigir 'as constantes distorções entre os valores venais e de mercado dos imóveis, contribuindo para o aumento de arrecadação para o município", diz o geólogo.
Segundo Meaulo, o Fortgeo permite, ainda, que o usuário conheça a constituição do solo e rochas, a profundidade e os tipos de aqüíferos, poços artesianos, mapeamento de fontes poluidoras, além de toda a legislação federal e estadual sobre os recursos hídricos e ambientais.
Por meio de mapas, imagens de satélites e dados colhidos em campo, O programa 'identifica as fontes potenciais de poluição na cidade. Baseado nas informações 'coletadas, o profissional habilitado produz um diagnóstico ambiental da área estudada para auxiliar no plano emergencial, em caso de vazamento de fluídos tóxicos. "A escassez de informações contribuem para a geração de problemas ambientais com impacto no fornecimento, por exemplo, da quantidade e qualidade da água consumida na cidade", aponta Meaulo.
Meaulo conta que a iniciativa de desenvolver o software surgiu durante um congresso de geologia na Itália ë tomou for ma no seu estudo de doutora do desenvolvido na Unesp. Ainda em fase de protótipo, o Fortgeo está sendo desenvolvido dentro do conceito de software livre, o que dispensa o pagamento anual de manutenção. "E o retomo à sociedade dos investimentos públicos que são aplicados em programas de inovação tecnológica da FAPESP", acrescenta.