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Fapesp inaugura exposição que reúne as 27 reproduções de Tomie Ohtake

Publicado em 21 outubro 2013

SÃO PAULO - Foi inaugurada na semana passada, na sede da Fapesp, a exposição Tomie, que reúne as 27 reproduções de obras da artista plástica Tomie Ohtake escolhidas para ilustrar o Relatório de Atividades 2012 da instituição. A cerimônia contou com a presença de Ricardo Ohtake, diretor do Instituto Tomie Ohtake e filho da homenageada. Também estiveram presentes Celso Lafer, presidente da Fapesp, José Arana Varela, diretor-presidente do Conselho Técnico-Administrativo, e José de Souza Martins, membro do Conselho Superior. - "Temos adotado como uma de nossas constantes incluir em nossos relatórios uma reprodução de obras de grandes artistas vinculados ao Estado de São Paulo. Este ano temos o prazer de homenagear Tomie Ohtake, grande figura que inovou de maneira extraordinária as artes plásticas do Brasil e que tem o mérito de, em sua ilustrada maturidade de cem anos, continuar se dedicando à sua obra", ressaltou.

"Esta homenagem é muito especial para Tomie Ohtake, pois ela dá uma importância muito grande aos cientistas do país. A ciência para ela é muito importante e ter sido escolhida para fazer parte desse relatório foi algo muito significativo", disse Ricardo Ohtake.

Segundo ele, a um mês de completar cem anos, a artista permanece extremamente ativa e acaba de completar uma escultura de 12 metros de altura e 20 toneladas de aço, instalada há cerca de dez dias em Santo André. A obra foi encomendada pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André e Mauá em homenagem aos trabalhadores. "De tempos em tempos, ela vai transformando seu trabalho de forma meio intuitiva. Percebe que aquela etapa já acabou e passa para uma nova. Assim, ela completou cerca de oito etapas em sua obra", disse Ohtake.

O filho da artista lembrou que Tomie começou a se dedicar à carreira artística em uma idade mais avançada que a média, em torno de 40 anos, mas teve uma evolução muito rápida. Com pouco mais de 45 anos, já expunha individualmente no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM).

"A partir de 1968 começou a trabalhar com gravuras, inicialmente serigrafia e litografia e, depois, gravuras em metal. A partir da década de 1980 passou a trabalhar com esculturas. Realizou uma grande série de esculturas e mais de 60 obras públicas, de tamanho grande e que ficam em espaços abertos da cidade, como as ondas que estão na Avenida 23 de maio (conhecido como Monumento à Imigração Japonesa)", lembrou Ricardo Ohtake.

Agências