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UNICAMP - Universidade Estadual de Campinas

Fapesp firma parceria de US$ 50 milhões para pesquisar biocombustível

Publicado em 07 maio 2012

A Fapesp anunciou, no fim de abril, a assinatura de um acordo com a empresa BP Biocombustíveis, para estimular o desenvolvimento científico e tecnológico na área. O acordo tem duração de dez anos e prevê investimentos de até US$ 50 milhões (cerca de R$ 90 milhões) em pesquisas relacionadas a temas como “Biomassa para bioenergia, com foco em cana-de-açúcar”, “Processo de fabricação de biocombustíveis” e “Aplicações do etanol para motores automotivos”.


A agência de fomento paulista também havia iniciado, poucos dias antes do anúncio do acordo, a realização de um estudo com as empresas Boeing e Embraer sobre os principais desafios científicos, tecnológicos, sociais e econômicos para o desenvolvimento e adoção de biocombustível pelo setor de aviação comercial e executiva no Brasil.


Durante a cerimônia de assinatura do acordo com a BP, o diretor científico da Fapesp, Carlos Henrique de Brito Cruz, ressaltou que se trata do maior já firmado pela instituição para cofinanciamento de pesquisas. Brito Cruz disse ainda que a parceria permite fortalecer a conexão entre universidades e indústria, o que é uma prioridade da Fapesp.


Aviação


Já o estudo conjunto com a Boeing e a Embraer tem duração prevista entre nove a doze meses. Depois, a agência de fomento e as duas empresas devem realizar um projeto de pesquisa conjunto sobre os temas prioritários apontados no levantamento, e lançar chamada de propostas para o estabelecimento de um centro de pesquisa e desenvolvimento de biocombustíveis para aviação comercial envolvendo as três instituições, baseado no modelo dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) da Fapesp.


O setor de aviação, que contribui com 2% das emissões totais de gases de efeito estufa no planeta, está enfrentando o desafio de reduzir pela metade a emissão de CO2 em 2050, em comparação com 2005, e se tornar neutro carbono até 2020, conforme estabeleceu a Associação de Transporte Aéreo Internacional (Iata, na sigla em inglês).


A Embraer já participa de um projeto para testar uma nova modalidade de biocombustível de aviação desenvolvido pela empresa Amyris. Um voo de teste pode ocorrer durante a conferência Rio+20, em junho.