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Fapesp financiará tanto inovação quanto divulgação

Publicado em 25 agosto 2000

A Fundação de Amparo à Pesquisa de SP destina R$ 15 milhões por ano aos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepids). Os primeiros beneficiários do novo programa serão anunciados em setembro. O novo programa recebeu ao todo 110 propostas, das quais foram consideradas 30. Dez delas chegaram à etapa de seleção final. E pelo menos cinco, na opinião do diretor científico da Fapesp, José Fernando Perez, atendem às condições exigidas e devem ser financiadas. Trata-se de programa experimental. As propostas devem cumprir três missões: pesquisa multidisciplinar, básica ou voltada para a inovação tecnológica: transferência de conhecimento para o setor empresarial e/ou público; interação com o sistema educacional em todos os níveis. A Fapesp destaca que os projetos devem contribuir "para a difusão do conhecimento e a melhoria do ensino de ciência em todos os níveis, como programas de iniciação para docentes e alunos, projetos em parceria com escolas, atividades de difusão do conhecimento científico e tecnológico, geração de técnicas e veículos que propiciem essa difusão." O programa exige que cada centro tenha um coordenador educacional e de difusão e outro encarregado de promover a transferência de conhecimento. Ou seja, não basta apenas pesquisar e fazer inovação tecnológica. É preciso alcançar os interessados e as novas gerações de estudantes e professores. Cada centro poderá receber de R$ 300 mil a R$ 3 milhões por ano, por um longo período de até 11 anos, assim dispostos: cinco iniciais e duas renovações possíveis de três anos. Os recursos não podem ser usados para pagar salários ou complementação salarial. Nem para construir novos prédios, admitindo-se, porém, o gasto com reforma e aparelhamento. O local e de total responsabilidade da instituição envolvida. Os centros serão avaliados periodicamente por comitês externos, com participação de pesquisadores estrangeiros. Por isso, as propostas tiveram de ser apresentadas em inglês. Segundo Perez, cada comissão avaliadora terá poder de intervenção sobre o respectivo centro. O modelo é similar ao dos centros de C&T mantidos pela Fundação Nacional de Ciência (NSF) dos EUA. Dez finalistas - Eis a lista dos dez finalistas: 1) Centro de Pesquisa do Câncer Antonio Prudente (Hospital do Câncer); 2) Centro de Toxinologia Aplicada (Instituto Butantan); 3) Centro de Estudos Metropolitanos (Cebrap - Centro Brasileiro de Análise e Planejamento); 4) Centro de Ciência Ótica/Centro de Pesquisa em Fotônica (USP/São Carlos e Unicamp); 5) Centro de Pesquisa em Terapia com Células (USP/Ribeirão Preto); 6) Centro de Estudos do Sono (Unifesp); 7) Centro de Biotecnologia Molecular Estrutural (USP/São Carlos e LNLS - Laboratório Nacional de Luz Síncrotron); 8) Centro de Estudos do Genoma Humano (USP); 9) Centro de Estudo da Violência (USP); e 10) Centro Multidisciplinar de Desenvolvimento de Materiais Cerâmicos (Ufscar - Universidade Federal de São Carlos e Unesp).