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Fapesp: ferramenta facilita o monitoramento da pandemia COVID-19 no Brasil

Publicado em 23 março 2021

Por Elton Alisson | Agência FAPESP

Pesquisadores das universidades de São Paulo (USP) e do Chile desenvolveram uma ferramenta online de georreferenciamento que facilita o monitoramento de epidemias, como o COVID-19, permitindo a visualização da geolocalização ao longo do tempo de casos de infecção, morte ou outras pessoas vacinadas opostas. para a doença no Brasil. Portanto, a plataforma permite que os agentes de fitness rastreiem epidemias ou a distribuição de vacinas em outros níveis, como em um estado, cidade, bairro, rua e até mesmo em um prédio residencial.

Desenvolvida com a FAPESP, a ferramenta, chamada Surto, está disponível para lançamento e foi descrita em artigo publicado na plataforma arXiv, mesmo sem revisão por pares.

“A ferramenta criada para facilitar a visualização do conhecimento epidemiológico por meio de oficiais de aptidão e, assim, ajudá-los a identificar dinamicamente ajustes na evolução da epidemia, como ampliar o número de inflamados em uma região, acompanhar surtos em tempo real e tomar decisões para minimizar os efeitos”, afirma Helder Nakaya, vice-diretor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF-USP) e coordenador de atribuições da Agência FAPESP.

Nakaya é uma das pesquisadoras do Centro de Pesquisa de Doenças Inflamatórias (CRID), um centro de pesquisa, inovação e extensão (CEPID) financiado pela FAPESP.

De acordo com o pesquisador, já existem painéis epidêmicos online que demonstram conjuntos de dados de vigilância pandêmica COVID-19, como os construídos através das universidades de Harvard, Johns Hopkins e Virgínia, nos Estados Unidos, e da Organização Mundial da Saúde (OMS). Dados de código aberto, trabalhem em plataformas proprietárias, que são caras e difíceis de construir e exigem habilidades expressas de computação. Além disso, eles não permitem que os usuários insiram dados.

Para superar essas limitações, a plataforma Outbreak ainda permite que usuários não especialistas insi produzam a informação de forma mais perfeita e em uma plataforma mais fácil de usar.

“Qualquer conjunto de conhecimentos, como os fornecidos pela OMS, ministério da Saúde, Secretarias de Estado ou aqueles coletados por meio de uma unidade de aptidão fundamental [UBS], pode ser inserido na ferramenta de visualização dinâmica, mapas e animações, e com gráficos que retratam a linha do tempo e geolocalização dos casos de infecção, morte ou vacinação , por exemplo “, diz Nakaya.

No site da ferramenta, você verá um texto e um vídeo instrutivo com uma descrição detalhada de seu uso.

O conhecimento a ser inserido na ferramenta é feito para ter em um arquivo de texto delimitado por guias, como uma folha de Excel, com colunas constantes com indicações de coordenadas geográficas (latitude e longitude), data e caso de opostos infectados, mortos ou vacinados. COVID-19, por exemplo.

Com base nesses dados, os formuladores de políticas e epidemiologistas podem aprender sobre a evolução geográfica das instâncias ao longo do tempo e classificá-las de acordo com critérios como etnia, sexo e idade, outros.

Para tornar os conjuntos de dados graficamente transparentes para exploração, a ferramenta permite que os usuários apliquem outras cores à variável de interesse e ampliem para uma visão mais sutil.

“Um administrador de UBS pode inserir uma planilha na ferramenta com o enfrentamento de outras pessoas diagnosticadas ou vacinadas que se opõem ao COVID-19 em seu domínio de operação, por exemplo, e verificar a plataforma onde novas instâncias da doença aparecem ou onde há menos. vacinaram outras pessoas e enviaram equipe de ginástica para interferir no local”, explica Nakaya.

Epidemiologia digital

Além de ajudar a monitorar epidemias, o Surto pode ser usado para processar todos os conhecimentos e estudos, como a migração populacional e animal.

A ferramenta é uma das táticas que pesquisadores do Laboratório de Biologia de Sistemas Computacionais da CWF-USP, liderados por Nakaya, têm usado para explorar um domínio de exame chamado epidemiologia virtual. A nova caixa é caracterizada pela incorporação de tecnologias virtuais para analisar os pontos. do que a frequência e distribuição dos casos da doença.

Na história da localização do celular, o laboratório analisou os padrões de mobilidade da pandemia COVID-19 no Brasil e para acompanhar, em tempo real, a adesão da população às medidas de distância social.

“Graças a esses dados, que são fornecidos voluntariamente por meio de celulares, é possível vincular a mobilidade à transmissão de doenças”, explica Nakaya.

Mais recentemente, dois doutorandos do laboratório apresentaram uma tarefa na qual analisaram o número máximo de tópicos procurados pelo Google no início da pandemia COVID-19 no Brasil e na época e 3ª onda da doença no país.

As análises, ainda inéditas, revelaram que no início da pandemia no país, em março de 2020, os temas mais procurados pela população brasileira envolviam atividades para se apresentar em casa, como aprender a tocar um instrumento musical, uma língua e costura ou culinária. Com o avanço da pandemia, a busca por essas questões diminuiu.

“Quando os primeiros casos de morte pela doença começaram a aparecer no Brasil, outras pessoas começaram a procurar coisas para fazer em casa. Na época e na terceira onda de casos, o interesse pelas atividades de entretenimento doméstico diminuiu particularmente e o tráfego de rua aumentou”, disse Nakaya.

Os dados também foram analisados sobre o número de carros que foram atendidos no início e após a progressão da doença no país, as análises indicaram que, no início da pandemia no país, o movimento dos carros no país diminuiu drasticamente e que, há pouco tempo, os carros começaram a dirigir nas estradas no mesmo ponto de antes.

“O conceito é que esse conhecimento recebido por meio de tecnologias virtuais pode ser traduzido através de oficiais de aptidão em ações epidêmicas”, explica Nakaya.