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Fapesp envia delegação a instituições japonesas para estabelecer acordos

Publicado em 20 março 2013

Uma delegação da Fapesp, manteve uma série de encontros com entidades de pesquisa e ensino superior japonesas na semana de 11 de março, com o objetivo de estabelecer negociações com vistas a futuros acordos de cooperação.

As reuniões ocorreram em Tóquio, às vésperas do Simpósio Brasil-Japão sobre Cooperação Científica, organizado pela Fapesp e pela Sociedade Japonesa para a Promoção da Ciência (JSPS) na Universidade Rikkyo, com apoio da Embaixada do Brasil em Tóquio.

O mais importante desses encontros foi exatamente com a JSPS. Lafer e o diretor-presidente do Conselho Técnico-Administrativo da Fapesp, José Arana Varela, foram recebidos pelo presidente da JSPS, Yuichiro Anzai. O embaixador do Brasil em Tóquio, Marcos Galvão, também participou da reunião.

Anzai e Lafer saudaram a realização do simpósio como o primeiro passo para novos entendimentos entre as duas entidades com vistas a possíveis projetos de pesquisa a serem desenvolvidos em conjunto por pesquisadores paulistas e japoneses.

Em dezembro de 2012, o vice-coordenador de relações internacionais da JSPS, Saito Kiyoshi, foi a São Paulo para conhecer a Fapesp e começar a explorar alternativas de futura cooperação. A JSPS recebe cerca de 100 mil pedidos de financiamento para pesquisa por ano e contempla aproximadamente 30% deles. Seu orçamento é de cerca de US$ 3,7 bilhões anuais. Ela tem acordos com 85 instituições de ensino e pesquisa em 45 países.

A delegação da Fapesp foi também recebida na Japan Science and Technology Agency (JST), a segunda principal fomentadora de pesquisa do Japão, pelo seu presidente Michiharu Nakamura e outros diretores. Nas duas instituições, foram percebidos diversos pontos de interesse prioritários comuns com a Fapesp em termos de linhas de pesquisa, em especial os relativos a bioenergia, estudos sobre ambiente, nanotecnologia e materiais.

Os diretores da Fapesp estiveram também com seus colegas da Riken, um dos principais institutos de pesquisa japoneses, com centros em diversas cidades do país e ênfase em programas de engenharia aplicada a biomassa, ciências da computação, medicina preventiva, estudos do cérebro, biologia quantitativa, entre outros. Cerca de 3.500 pesquisadores trabalham na Riken.

Na mesma semana em que a delegação da Fapesp estava com o presidente da Riken, Akihiro Fujita, emissários do instituto visitaram a Fapesp para também estudar as perspectivas para futuros acordos de cooperação científica em suas áreas de interesse específico e outras.

Agências