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Jornal do Brasil online

Fapesp e Secretaria cooperam em rede mundial de energias sustentáveis

Publicado em 22 novembro 2013

A Fapesp e a Secretaria de Energia do Estado de São Paulo assinaram, no dia 19 de novembro, protocolo de intenções para estabelecer cooperação nas áreas de energias renováveis, eficiência energética e conservação de energia em São Paulo.

O trabalho terá início em 2014 com a implementação do Projeto Piloto para Cooperação em Pesquisa e Treinamento para a estruturação da Rede Mundial de Energias Renováveis, Eficiência e Conservação de Energia (Rede ER). A Fapesp será a instituição responsável pela coordenação acadêmica no Estado de São Paulo e a Secretaria de Energia fará a coordenação geral da iniciativa.

A Rede ER é um dos compromissos assumidos em abril de 2012 pela Sexta Cúpula de Líderes Regionais, realizada pela primeira vez no Brasil, no Palácio dos Bandeirantes – sede do governo paulista –, com a participação de outros seis estados membros: Alta Áustria (Áustria), Baviera (Alemanha), Província do Cabo Ocidental (África do Sul), Geórgia (Estados Unidos), Quebec (Canadá) e Shandong (República Popular da China).

“Creio que é um dever da Fapesp participar de uma iniciativa de pesquisa científica para o avanço do conhecimento nesta área, que pode contribuir para subsidiar políticas de grande impacto social e econômico para o Estado de São Paulo e para o Brasil”, disse Celso Lafer, presidente da Fapesp.

As ações da Rede Mundial para o aumento da porcentagem de energia renovável no consumo total de energia, da sustentabilidade energética em escala global e da segurança no fornecimento envolvem a colaboração em pesquisa e inovação entre cientistas ligados a universidades e instituições de pesquisa e grupos de indústrias dos países membros.

“A Rede favorece o crescimento da parcela de energia renovável na matriz energética. O Governo do Estado de São Paulo tem feito trabalho expressivo na área, em iniciativas como a implantação de parques eólicos em regiões do interior do Estado com capacidade de geração de energia sustentável”, disse José Aníbal, secretário de Energia do Estado de São Paulo.

A pesquisa prevista na fase de estruturação da Rede inclui temas como o desenvolvimento sustentável, difusão da cultura de tecnologia limpa no meio empresarial e entre instituições de governo, redução de emissões de CO2 em São Paulo e a ampliação de energias renováveis na matriz energética paulista de 55%, em 2010, para 69%, em 2020.

Para Rodrigo Garcia, secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia do Estado, “a Rede cria uma base institucional para o projeto e a reinstalação do Conselho Estadual de Ciência e Tecnologia [Concite], com a participação do secretário Aníbal e de representantes do setor produtivo, ao lado da Fapesp, que permitirá os resultados esperados”.

Fonte: Agência Fapesp