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FAPESP e Ouro Fino vão investir em pesquisas

Publicado em 15 agosto 2006

A empresa Ouro Fino vai investir, em parceria com a FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), R$ 2 milhões em novos projetos de pesquisa a serem desenvolvidos em parceria.Esta é a primeira vez que um edital de pesquisa empresa e instituto é desenvolvido nesta área.
Ontem cerca de 100 pesquisadores e professores de universidades e institutos de pesquisa do estado de São Paulo visitaram a fábrica da empresa em Cravinhos, onde puderam conhecer os laboratórios de pesquisa e a fábrica de produtos veterinários.
Para o representante da Fapesp, que acompanhou a visita dos professores, Carlos Brito, a parceria entre a fundação e a empresa é importante no sentido de seguir de modelo para outras empresas. Serão investidos R$ 2 milhões, sendo R$ 1 milhão da Fapesp e R$ 1 milhão da Ouro Fino.
"Esta parceria é importante, no sentido de permitir aos estudantes terem acesso a indústria e ao mesmo tempo permite aumentar o número de pesquisadores na empresas, que ainda é muito pequeno", afirma Brito.
O diretor industrial da Ouro fino, Dolivar Coraucci Neto, afirmou que a empresa está investindo na criatividade. "Resolvemos dar asas e ver o que estes saudáveis loucos podem nos apresentar", falou, durante encontro com os professores.
Coraucci Neto disse também que para a Ouro Fino esta parceria é muito importante, uma vez que garante a empresa aproveitar todos os conhecimentos desenvolvidos na universidade.
O edital aberto pela FAPESP e Ouro Fino, estará recebendo pré-projetos até o dia 1° de setembro.
Depois será feito uma seleção, por parte da empresa, dos projetos considerados viáveis. "Nós ainda não sabemos quantos projetos poderão ser selecionados", afirmou Coraucci Neto.
Para ele a forma de seleção feita através de edital é a melhor para permitir a participação de todas as faculdades e universidades do estado de São Paulo. Serão selecionados projetos voltados para saúde animal.

Interação

Projeto teve origem ainda em 94
O desenvolvimento de pesquisa utilizando a parceria entre empresa e universidade começou a ser desenvolvido pela Ouro Fino em 1994.
A primeira parceria foi feita com a Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Unesp de Botucatu.
Segundo o professor Germano Francisco Biondi, este tipo de interação entre empresa e instituição de ensino é muito importante.
Para o professor a parceria garante a um direcionamento mais prático nas pesquisas. " O estudante deixa de fazer a pesquisa apenas com características acadêmicas e passar a buscar coisas que possam interessar o mercado", explica Biondi.
Ele acha que no país o puritanismo dos pesquisadores das universidades, principalmente públicas, impedem uma maior integração com a indústria, prejudicando o desenvolvimento brasileiro.