Notícia

Agência C&T (MCTI)

FAPESP e Microsoft Research investem r$ 1 milhão no financiamento de pesquisa avançada em TI

Publicado em 16 novembro 2007

Projetos de pesquisa de alta qualidade em Tecnologias da Informação e Comunicação estão voltados para as necessidades de desenvolvimento social e econômico do país


A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e a Microsoft Research anunciam nesta terça-feira, 13/11, o investimento de aproximadamente R$ 1 milhão para o financiamento de pesquisa acadêmica focada em como a tecnologia pode responder aos desafios das comunidades rurais e urbanas no Brasil. Os cinco projetos selecionados foram propostos por pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e da Universidade de São Paulo (USP).

Os projetos propõem abordagens criativas e multidisciplinares para o avanço da ciência da computação, saúde, ciências agrárias, engenharia computacional e lingüística. Todos têm em comum potencial de impacto social e econômico e possibilidade de avanços nas áreas de pesquisa envolvidas.

"Com o apoio a esses projetos esperamos estimular pesquisadores brasileiros a continuar fazendo pesquisa de alta qualidade nessas áreas, direcionada a necessidades sociais e econômicas", afirma Michel Levy, presidente da Microsoft Brasil. "A Microsoft é a empresa de tecnologia que mais investe em pesquisa no mundo e o financiamento de projetos como esses é um passo fundamental na consolidação do país como plataforma de pesquisa em TI", completa.

O processo de seleção das propostas foi bastante competitivo, com pelo menos dois pareceres de assessoria para cada proposta, incluindo assessores de centros de pesquisa estrangeiros. "As propostas selecionadas preencheram os requisitos de excelência em pesquisa, ousadia e conexão possível com aplicações, além das demais especificações da chamada", afirma Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da FAPESP. "O desafio de unir boa ciência com aplicações de impacto foi bem recebido e bem entendido pela comunidade científica paulista. Este é um importante desafio para a pesquisa, também no âmbito internacional", conclui.

Os projetos fazem parte da iniciativa lançada em abril pela Microsoft Research e a FAPESP: o Instituto Microsoft Research-FAPESP de Pesquisas em TI. O objetivo da colaboração é encontrar soluções para questões tecnológicas complexas, como a organização de infra-estruturas de redes de comunicação e a criação de interfaces intuitivas, computadores e outros dispositivos de baixo custo que possam ser usados por comunidades de baixa renda.

O acordo prevê investimento total de R$ 1,6 milhão, divididos igualmente entre as instituições. A iniciativa resultará na publicação de artigos científicos e em propriedade intelectual, além de estimular o envolvimento de estudantes de graduação e pós-graduação em todos os projetos de pesquisa.

"Por meio do suporte a esses projetos e da continuidade da nossa aliança com a FAPESP, esperamos ajudar os pesquisadores e cientistas a enfrentar e solucionar as principais dificuldades sociais e tecnológicas do país", disse Jaime Puente, gerente de programa de pesquisas externas para a América Latina da Microsoft Research.

Os cinco projetos que terão apoio do Instituto Microsoft Research - FAPESP de Pesquisas em TI são:


E-Cidadania: sistemas e métodos na constituição de uma cultura mediada por Tecnologias da Informação e Comunicação

Em parceria com a prefeitura de Campinas e coordenado pela professora Maria Cecília Calani Baranauskas, do Instituto de Computação da Unicamp, o projeto buscará desenvolver novos modelos de interfaces para inclusão de iletrados e indivíduos com necessidades especiais em serviços de governo eletrônico.


E-Farms: uma estrada de mão dupla de pequenas fazendas para o mundo em rede

Coordenado pela professora Claudia Maria Bauzer Medeiros, do Instituto de Computação da Unicamp, o projeto é uma cooperação entre as áreas de Computação e Ciências Agrárias e tem dois objetivos principais. O primeiro é investigar alternativas para comunicação entre áreas rurais com pouca infra-estrutura. A segunda é desenvolver modelos e métodos de gerenciamento de dados captados por sensores (de solo e satélites) para apoio ao planejamento de pequenos agricultores e cooperativas agrícolas.


PorSimples: simplificação textual do português para inclusão e acessibilidade digital

O projeto está numa área nova de pesquisa no País, o Processamento da Língua Natural (PLN) e é coordenado pela professora Sandra Maria Aluisio, do Instituto de Ciências Matemáticas e da Computação da USP de São Carlos. O objetivo é criar programas para simplificar conteúdos de internet e facilitar a compreensão de textos por portadores de necessidades especiais, crianças em processo de alfabetização e analfabetos funcionais. Uma segunda parte da pesquisa é voltada para a simplificação ou revisão de trabalhos pelos próprios autores de textos publicados na internet.


Projeto Borboleta: sistema integrado de computação móvel para atendimento domiciliar de saúde

O projeto propõe tornar mais rápido a atendimento prestado pelos serviços públicos de saúde a partir de um protótipo baseado em celulares inteligentes (PDA). Médicos e enfermeiros terão sempre atualizado e acessível o prontuário do paciente - mesmo durante a visita -, poderão transmitir imagens para pré-diagnósticos a distância e acompanhamento do quadro clínico. O sistema permitirá também que cuidadores - familiares responsáveis pelo trato diário do paciente - recebam instruções por mensagens de celular. O projeto é coordenado pelo professor Fabio Kon, do Instituto de Matemática e Estatística da USP.


X-gov: aplicação do conceito de mídia cruzada a serviços públicos eletrônicos

Coordenada pela professora Lucia Vilela Leite Filgueiras, da Escola Politécnica da USP, a pesquisa vai investigar formas de integrar diferentes meios eletrônicos - internet, celular e TV interativa - nas diversas etapas da prestação de serviços públicos ao cidadão. O projeto propõe modelos adaptáveis pelo gestor público ao tipo de serviço oferecido.


O investimento é parte da colaboração que a Microsoft Research mantém com pesquisadores acadêmicos, da área governamental e de empresas em todo o mundo para acelerar avanços científicos por meio da computação e mover a pesquisa em novas direções por meio de quase todos os campos da ciência da computação, engenharia e ciência em geral.[14]


Sobre a Microsoft Research

A Microsoft Research foi fundada em 1991, e é voltada às pesquisas tanto na área da ciência da computação como em engenharia de software. O seu principal objetivo é, sendo a Microsoft líder responsável em software, ampliar a experiência dos usuários com computadores, reduzir custos com o desenvolvimento e manutenção de softwares e criar novas tecnologias que ajudem as pessoas e empresas a atingirem seus potenciais plenos. A Microsoft Research emprega mais de 800 pesquisadores em seis laboratórios localizados nos Estados Unidos (Redmond, San Francisco e Mountain View), na Inglaterra (Cambridge), na China (Beijing) e na Índia (Bangalore). Além da estrutura própria, o centro de pesquisas atua em conjunto com colégios e universidades para auxiliar com técnicas e experiência de aprendizado que inspirem as inovações tecnológicas. Mais informações podem ser encontradas em:

http://www.research.microsoft.com