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UNICAMP - Universidade Estadual de Campinas

Fapesp e Microsoft apoiam pesquisas aplicadas em biodiversidade, clima e bioenergia

Publicado em 27 novembro 2009

Coordenadores de projetos selecionados pela Fapesp e Microsoft Research apresentam na segunda-feira (30), a partir das 9h30, na sede da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, Fapesp, as quatro propostas de pesquisa aprovadas na terceira chamada do Instituto Microsoft Research-Fapesp de Pesquisas em TI. Lançada em 2007, esta iniciativa de fomento à pesquisa científica prevê investimento conjunto total da Microsoft e da Fapesp de R$ 3,5 milhões. Os projetos propõem o uso de técnicas computacionais para gestão de grandes volumes de dados relacionados a mudanças climáticas, sistemas de informação biológica e produção de bioenergia.

As equipes dos 11 projetos aprovados desde 2007 pelo Instituto Microsoft Research-Fapesp formam hoje uma rede voltada para a criação e aplicação de soluções computacionais inovadoras, com impacto social e econômico. As quatro propostas selecionadas na chamada atual serão apresentadas em seminário com a participação de Celso Lafer, presidente da Fapesp, e Michel Levy, presidente da Microsoft Brasil. A programação inclui palestras de Jaime Puente, diretor do programa de pesquisas externas da Microsoft Research e de Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da Fapesp.

Projetos aprovados

O projeto SinBiota: pensando os próximos 10 anos vai incluir novos modelos e ferramentas computacionais no Sistema de Informação Ambiental SinBiota, do Programa Biota-Fapesp, para abrir possibilidades de estudos inéditos dentro da própria Biologia, combinando ecologia, zoologia, botânica, genética e bioquímica para entender mais e melhor os seres vivos em seus ambientes e também para avaliar impactos das mudanças climáticas na biodiversidade. Para os coordenadores do projeto, Carlos Joly, do Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas e membro da coordenação do Biota-Fapesp, e João Meidanis, do Instituto de Computação da Unicamp e presidente da Scylla Informática, o SinBiota deverá evoluir para uma comunidade virtual de pesquisadores, educadores e formuladores de políticas ambientais.

Coordenado por Agma Juci Machado Traina, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da Universidade de São Paulo (ICMC-USP), o projeto Desenvolvimento de métodos e técnicas de mineração de dados para apoiar pesquisas em mudanças climáticas, com ênfase em agrometeorologia procura aperfeiçoar estudos sobre os efeitos das mudanças climáticas na agricultura. Novos métodos para avaliar grandes volumes de dados disponíveis sobre o clima deverão permitir a previsão de mudanças climáticas regionais com mais precisão e com frequência necessária para a defesa civil, para o tratamento de recursos hídricos e para a agricultura.

O projeto Desenvolvimento e aplicação de uma rede de geossensores para monitoramento ambiental, coordenado por Celso Von Randow, do Centro de Ciências do Sistema Terrestre (CCS) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) propõe o desenvolvimento de um sistema para coletar dados sobre as interações entre a biosfera e o ambiente da superfície terrestre em regiões heterogêneas e complexas. No primeiro experimento, serão instalados 50 sensores na área de pesquisa do Programa de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera da Amazônia (LBA). Em seguida, serão instalados até 1 mil sensores na região. A rede terá capacidade de fazer medições frequentes de temperatura e umidade do ar, que ajudarão a compreender o escoamento de ar na floresta e as trocas de energia e massa, como carbono e água.

O projeto Tecnologia da Informação aplicada a genômica para bioenergia: anotação probabilística usando Inteligência Artificial é coordenado por Ricardo Vêncio, do Departamento de Genética da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, da Universidade de São Paulo. A pesquisa propõe o desenvolvimento de métodos para atribuir potenciais funções a genes com funções desconhecidas, identificados no Projeto Genoma Cana (SUCEST), com apoio da FAPESP, e no sequenciamento da cana-de-açúcar que está sendo feito pelo Programa Fapesp de Pesquisa em Bioenergia (Bioen). Os resultados apoiarão pesquisas do Bioen sobre melhoramento de cultivares de cana para produção de biomassa. A mesma metodologia também poderá ser aplicada ao estudo dos agentes de doenças negligenciadas, como leishmaniose, malária, dengue, Chagas, esquistossomose, tuberculose, entre outras.

Com foco no avanço do conhecimento, o Instituto Microsoft Research-Fapesp de Pesquisas em TI tem apoiado pesquisa fundamental e de classe mundial em Tecnologias de Informação e Comunicações (TICs) por meio projetos com capacidade de ampliar o acesso dos cidadãos às novas tecnologias. Nas duas primeiras chamas foram aprovados cerca de R$ 2,5 milhões para financiamento de propostas nas áreas de saúde, educação, inclusão digital, agricultura e governo eletrônico. Para a 3ª chamada os recursos disponíveis são de R$ 1 milhão.