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FAPESP e IBM apoiarão pesquisas em Agricultura Digital

Publicado em 12 junho 2017

Serão apoiados projetos de pesquisadores de instituições de ensino superior ou de institutos de pesquisa do Estado de São Paulo que gerem conhecimento em Agricultura Digital, como é denominada a aplicação de Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) na agricultura.

Entre os temas de interesse da chamada estão sistemas analíticos aplicados a processos agrícolas e sistemas de agricultura de precisão, de monitoramento e de previsão meteorológica e climática em contextos agrícolas.

Também serão apoiadas pesquisas relacionadas à automação de equipamentos, robótica agrícola – incluindo drones e veículos autônomos agrícolas –, processamento de imagens – abrangendo dados por satélite e em campo –, sistemas eletrônicos de monitoramento de gado, detecção, processamento e análise de dados do solo e da água, além de sistemas de realidade aumentada e virtual aplicados à agricultura, entre outros temas.

Serão destinados até US$ 250 mil para os projetos selecionados, com duração de até dois anos.

“Estamos muito contentes com as parcerias que temos feito com grandes empresas. Essas parcerias possibilitam dar origem a pesquisas que não têm somente caráter acadêmico, mas que permitem efetivamente contribuir para o desenvolvimento de produtos e atividades que beneficiem mais diretamente a sociedade”, disse José Goldemberg, presidente da FAPESP, durante o evento.

As parcerias da FAPESP com grandes empresas para o financiamento conjunto de pesquisas em universidades e institutos de pesquisa são firmadas no âmbito do Programa de Apoio à Pesquisa em Parceria para Inovação Tecnológica (PITE), mantido pela Fundação.

O programa tem o objetivo de intensificar o relacionamento entre universidades ou institutos de pesquisa e empresas por meio da realização de projetos de pesquisa cooperativos e cofinanciados.

“Esse tipo de parceria só dá certo fazer com empresas que têm sua própria atividade de pesquisa e seus pesquisadores, que valorizam, e querem fazer isso, para gerar conhecimento que ninguém no mundo ainda criou, como é o caso da IBM”, avaliou Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da FAPESP.

“Temos aqui no Estado de São Paulo uma quantidade grande de pesquisadores capazes de contribuir para os objetivos da IBM que são muito similares aos da FAPESP: aumentar muito o grau de ousadia e o impacto mundial das pesquisas que financia”, afirmou.

Agência Fapesp