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Fapesp e Dedini investem R$ 100 mi em pesquisas

Publicado em 01 agosto 2007

O Estado de São Paulo

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e a Dedini firmaram, no último dia 17, durante o Simpósio Internacional e Mostra de Tecnologia da Agroindústria Sucroalcooleira (Simtec 2007), acordo de cooperação para o financiamento de pesquisas de novas tecnologias para a produção de etanol de cana-de-açúcar.

   Com duração de cinco anos e aporte total de R$ 100 milhões, o convênio apoiará a realização conjunta de projetos entre instituições de ensino superior e de pesquisa no Estado de São Paulo e da indústria, voltados ao desenvolvimento de processos industriais competitivos de transformação de cana em etanol.

DHR

A parceria prevê a construção de uma planta-piloto que agrupe as pesquisas científicas e tecnológicas para a otimização da tecnologia Dedini Hidrólise Rápida (DHR). Entre as funções da planta estarão, por exemplo, fazer a recepção e o pré-tratamento do bagaço e a alimentação de reator. O sistema DHR, desenvolvido pela Dedini, transforma em poucos minutos, por meio da hidrólise ácida, o bagaço da cana em material fermentável que pode ser utilizado para produção de álcool. A unidade DHR está instalada na Usina São Luiz, em Pirassununga (SP), e permite o aumento da produção de álcool para uma mesma área de cana plantada.

De acordo com informações da Fapesp, o acordo também estimulará pesquisas que avaliem compostos orgânicos derivados da vinhaça (resíduo que sobra após a destilação do caldo de cana-de-açúcar para a obtenção do etanol) aplicada à lavoura e o impacto ambiental da queima deste resíduo.

'O Brasil é líder mundial em cana-de-açúcar e derivados e produz um etanol muito competitivo. O custo desse produto teve uma redução de 60% nas últimas décadas, devido ao aumento da escala de produção e, principalmente, pelo expressivo desenvolvimento tecnológico do setor sucroalcooleiro. O interesse pela bioenergia tornou o etanol um dos centros de atenção da ciência e da tecnologia mundiais. O Brasil precisa intensificar ações nessa área para garantir sua posição'', disse o vice-presidente de Tecnologia e Desenvolvimento da Dedini, José Luiz Olivério.