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Fapesp defende pesquisas com células-tronco embrionárias

Publicado em 03 março 2008

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) defende a realização de pesquisas com o uso de células-tronco de embriões humanos, afirmou o diretor científico da entidade, Carlos Henrique de Brito Cruz. O uso dessas células está previsto na Lei de Biossegurança, mas sua constitucionalidade estará em dicussão e votação no Supremo Tribunal Federal nesta semana.

"A fundação considera que a pesquisa com embriões é necessária para o desenvolvimento da ciência, para o avanço do conhecimento e para criar conhecimento que vai beneficiar a humanidade. Essa pesquisa deve ser feita com critérios e com cuidados que respeitem a vida, respeitem os valores da humanidade e isso é possível de ser feito", afirmou. A Fapesp é uma das principais entidades de financiamento à pesquisa acadêmica, científica e tecnológica de nível superior do país.

Também ligada à fundação, a bióloga Eliana Maria Beluzzo Dessen, professora aposentada do Departamento de Genética e Biologia da Universidade de São Paulo e coordenadora de Educação-Difusão do Centro de Estudos do Genoma Humano (Cepi-Fapesp), avalia que o debate deve ter a participação dos cientistas. Dessen admite que o tema é "complicado e espinhoso", mas lembra que ele está colocado desde o início do uso das técnicas de reprodução assistida no país, com as fertilizações in vitro.

"Ele [o embrião] foi feito em laboratório. A viabilidade desses embriões nunca é de 100%. Depois, eles são congelados, e a viabilidade deles diminui ainda mais. E se eles não forem usados durante um tempo finito de anos, estarão totalmente inviáveis, automaticamente. Ou seja, é um problema que está posto na sociedade: a reprodução assistida existe; embriões são congelados e são deixados congelados nas clínicas. O destino deles já foi determinado. Alguns foram implantados no útero da mãe e os outros sobraram congelados. E são sempre muitos".

Fonte: Agência Brasil