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Fapesp completa 50 anos

Publicado em 13 maio 2012

Por Repórter ECO

Uma cinquentona admirada e respeitada pelos cientistas. A FAPESP, Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo se tornou, ao longo de 5 décadas, uma referência em agência de financiamento.


Carlos Henrique de Brito Cruz, hoje diretor científico da FAPESP, já presidiu a entidade e também foi reitor da UNICAMP, universidade estadual de campinas. Ele volta ao passado para mostrar o quanto a agência paulista de fomento cresceu, se desenvolveu.


"Teve uma evolução muito notável na capacidade científica, no tamanho da comunidade científica, para fazer um número comparativo, se em 1962 a FAPESP recebeu 307 solicitações de financiamento, em 2011, recebeu 20 mil, então tem uma mudança de escala do sistema.


Só o estado de São Paulo responde por 51% da produção científica brasileira e a FAPESP tem uma participação decisiva neste resultado. Alguns números revelam a importância da agência paulista de fomento. Em 2011 ela investiu mais de 938 milhões de reais na formação de pesquisadores e pesquisas acadêmicas e de inovação tecnológica. Hoje 12 mil bolsistas são financiados pela FAPESP.


Criado em 1999 o Programa BIOTA é um dos mais conhecidos e importantes da FAPESP. Hoje são mais de 1600 integrantes entre pesquisadores, professores, estudantes e colaboradores brasileiros e estrangeiros que participam de um instituto virtual de biodiversidade. A missão deles fazer um inventário da diversidade biológica existente nos biomas mata atlântica e cerrado no estado de São Paulo e propor políticas públicas de conservação da natureza e também do uso responsável dos recursos naturais.

Há ainda um longo caminho pela frente.

A chegada aos 50 anos da FAPESP, vem acompanhada de reflexões e novos desafios. A estratégia a partir de agora será aumentar o número de cientistas no estado e romper fronteiras, fechar cada vez mais acordos de cooperação com agências internacionais de financiamento em pesquisa. A Fundação já tem parcerias no Reino Unido, Alemanha, Dinamarca, Portugal, Estados Unidos e Argentina. Ela quer agora visibilidade internacional. E essa estratégia vem de uma convicção que é a seguinte. A ciência progride mais e mais rapidamente quando há interação entre os pesquisadores mais capazes" conclui Carlos Henrique de Brito Cruz.

Autor:
Editora-chefe:Vera Diegoli.Reportagem: Márcia Bongiovanni. Edição de Texto: Mariene Pádua. Pauta:Marici Arruda.