A atuação da Fundação está diretamente ligada ao desenvolvimento do Sistema Paulista de Ciência e Tecnologia. Desde sua criação, em
A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) completa 45 anos de atividades em 23/5. A comemoração ocorre no mesmo dia, às 21h, com um concerto da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp), na Sala São Paulo.
Ao longo de sua história, a FAPESP esteve envolvida em todas as pesquisas que fizeram a ciência paulista e brasileira avançar e se equiparar à que é produzida nos principais centros do mundo. Esse resultado foi conseguido com a aprovação de projetos de pesquisa altamente qualificados. Nos últimos dez anos foram aproximadamente 110 mil bolsas e auxílios à pesquisa científica e tecnológica. Somente em 2006, o investimento total foi próximo de R$ 522 milhões.
Histórico. A FAPESP começou a ser desenhada em 1942, quando Jorge Americano, reitor da Universidade de São Paulo, instituiu os Fundos Universitários de Pesquisa para a Defesa Nacional, logo depois da entrada do Brasil na 2ª Guerra Mundial.
Em 1947, um grupo de pesquisadores e professores universitários, liderado por João Luiz Meiller e Adriano Marchini, submeteu à Assembléia Constituinte do Estado uma proposta que originou o artigo 123 da Constituição paulista. Esse artigo estabeleceu que o apoio à pesquisa científica fosse feito por uma fundação nos moldes da atual FAPESP. Um nome de destaque entre os constituintes foi o do deputado Caio Prado Júnior. "O artigo era claro, mas foram necessários 13 anos de discussões e lutas para torná-lo realidade", lembrou Alberto Carvalho da Silva, co-fundador da FAPESP, diretor científico entre 1967 e 1969 e diretor-presidente de
Em 1959, o governador Carvalho Pinto indicou uma comissão para discutir a primeira minuta do anteprojeto de lei que daria origem à instituição. Acolhido pela Assembléia Legislativa, o documento serviu de base para a Lei Orgânica 5.918, sancionada em outubro de 1960 pelo governador, que autorizou o Poder Executivo a criar a Fundação. A FAPESP foi instituída em 23 de maio de 1962, pelo Decreto 40.132.
Atuação e recursos. Uma das principais agências de fomento à pesquisa científica e tecnológica do Brasil, a FAPESP é reconhecida em todo o país e no exterior pela eficiência de seu modelo institucional e operacional. A Fundação atua em todas as áreas do conhecimento, faz difusão científica e promove a formação e o aperfeiçoamento de pesquisadores. Para isso, mantém programas regulares, especiais e de inovação tecnológica com bolsas e auxílios a pesquisa.
O apoio é feito por meio do financiamento a projetos aprovados, submetidos por pesquisadores ligados a universidades e institutos de pesquisa sediados no estado. A análise e seleção desses projetos são feitas pela própria comunidade científica e envolvem mais de 6 mil assessores no Brasil e no exterior. A metodologia é a mesma utilizada pelas mais importantes agências de fomento à C&T no mundo.
Os recursos que a FAPESP destina ao fomento científico são provenientes do repasse de 1% da receita tributária do estado, previsto pela Constituição Estadual, além do rendimento de seu patrimônio. Desde o início de suas atividades, a Fundação também atua de forma complementar e articulada com agências federais. De acordo com a lei que criou a Fundação, seus custos administrativos não podem exceder 5% do total de suas receitas.
Mais de 15 mil propostas de pesquisa são apresentadas e quase 10 mil aprovadas a cada ano. Em
Pesquisas de impacto. Alguns programas marcaram a trajetória da Fundação e definiram modelos de organização de grupos de pesquisa em torno de temas importantes. O Bioq-FAPESP, iniciado em 1971, é um exemplo. O programa reuniu bioquímicos da Universidade de São Paulo e da Escola Paulista de Medicina (atual Universidade Federal de São Paulo, Unifesp), induzindo a necessária formação de recursos humanos e multiplicando os núcleos de pesquisa no interior do estado naquele momento. Em 1974, o Programa Radar Meteorológico de São Paulo (RadaSP), com equipamento instalado no Instituto de Pesquisas Meteorológicas (Inpe), modernizou uma área de interesse fundamental para a agricultura paulista. Lançados em 1994 e 1997, os Programas Parceria para Inovação Tecnológica (Pite) e Inovação Tecnológica em Pequenas Empresas (Pipe) foram marcos da nova forma de organização da pesquisa na década.
O incentivo equilibrado entre a pesquisa que faz avançar o conhecimento e aquela que visa à aplicação do conhecimento resultou em projetos muito relevantes para o desenvolvimento socioeconômico paulista e brasileiro. Entre eles estão pesquisas de novas vacinas e fármacos, mecanismos de prevenção e formas de tratamento de doenças, investigações agronômicas e de saúde animal com impacto na produtividade agrícola, conhecimento e preservação da biodiversidade paulista e prospecção de fitofármacos e avanços na astronomia, como a instalação do Observatório Soar (Southern Observatory for Astrophysical Research), no Chile, que captou imagens de explosões datadas de 12,7 bilhões de anos-luz, essenciais para estudos sobre a formação do Universo.
A cooperação internacional é outro meio utilizado pela FAPESP para atualizar e formar recursos humanos para a atividade de pesquisa. A Fundação mantém convênios internacionais de cooperação científica com 15 instituições dos Estados Unidos e Europa para a realização de projetos
Comemoração
Data: 23/5, às 21h
Local: Sala São Paulo, Complexo Cultural Júlio Prestes
Endereço: Praça Júlio Prestes, s/n, Luz, São Paulo, SP
Fonte: Gerência de Comunicação da FAPESP / Assessoria de Comunicação