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Fapesp aprova grupos para a Rede de Biologia Molecular Estrutural

Publicado em 08 junho 2001

A Fundação de Amparo à Pesquisa de SP (Fapesp) aprovou financiamentos a 16 grupos de pesquisa para a formação da Rede de Biologia Molecular Estrutural (SMOLBnet), rede de laboratórios voltada para o desenvolvimento de estudos sobre a determinação de estruturas tridimensionais de proteínas. O objetivo inicial é trabalhar com cerca de 200 proteínas associadas aos genes seqüenciados nos projetos Genoma Humano do Câncer, Genoma Cana (SUCest), e genomas das bactérias Xylella fastidiosa e Xanthomonas citri, mas poderão ser propostos estudos de proteínas ligadas a outros problemas de saúde pública. De 4 a 8 proteínas deverão ser trabalhadas em cada laboratório, que receberá US$ 78 mil, em quatro anos. O investimento pode chegar a US$ 3,5 milhões, com a aquisição de novos equipamentos. As pesquisas da Rede podem gerar conhecimento para a produção de novos fármacos, criados com base em ações específicas das proteínas. Esses compostos orgânicos têm estruturas muito versáteis e são responsáveis por quase todos os complexos processos biológicos de um organismo, como o transporte de ferro no sangue ou o controle da entrada de açúcar nas células. Um dos inibidores de protease, presente no coquetel de medicamentos usado desde 96 por portadores do vírus HIV, é exemplo típico de medicamento desenvolvido a partir da elucidação da estrutura de uma proteína associada a um vírus. A formação da SMOLBnet deve ampliar a competência brasileira no campo da biologia molecular estrutural, contribuindo para a capacitação de pesquisadores e para o aumento da quantidade de estruturas de proteínas estudadas. Hoje, o Brasil participa com cerca de 0,25% da produção mundial e estima-se que até 2005 pelo menos 200 novas proteínas humanas e de bactérias sejam elucidadas. A SMOLBnet desenvolverá seus estudos com o apoio do Centro de Biologia Molecular Estrutural (CBME), dirigido pelo bioquímico Rogério Meneghini, e sediado no Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), em Campinas. O CBME pode oferecer aos grupos da Rede uma infra-estrutura mais ampla do que a existente em suas instituições de origem. Nele, os pesquisadores dispõem de potentes feixes de raios-X produzidos por linha de luz síncrotron destinada exclusivamente à pesquisa de proteínas, além de dois novos equipamentos de ressonância nuclear magnética (em fase de instalação), adquiridos com apoio da Fapesp. Todas as etapas necessárias para que uma proteína fique em condições de ser estudada são realizadas no CBME. Técnicos e cientistas replicam, purificam e cristalizam proteínas (no caso daqueles tipos que podem chegar a esta etapa) ou fazem a etapa até a purificação (no caso de proteínas que não cristalizam e, portanto, devem ser analisadas com uso de ressonância magnética). O Centro ocupa um prédio de 3.400 m2, onde foram investidos R$ 2,4 milhões - dois terços do próprio LNLS, com recursos do Ministério da C&T, e um terço da Fapesp. A equipe tem 45 pessoas, entre pesquisadores, técnicos e bolsistas de iniciação científica ao pós-doutorado. Coordenadores dos grupos selecionados - Adilson Leite, Centro de Biologia Molecular e Engenharia Genética/Unicamp: Dulce Helena Ferreira de Souza. Depto. Física Aplicada, Instituto de Física de São Carlos/ USP; Emer Suavinho Ferro e Edna Teruko Kimura, Depto. Histologia e Embriologia/ICB/USP; Hamza Fahmi Ali El Dorry e Carla Columbano de Oliveira, Depto. Bioquímica, Instituto de Química/USP; Iscia Teresinha Lopes Cendes, Depto. de Genética Médica/Unicamp; Ismael Dale Cotrim Guerreiro da Silva, Depto. de Ginecologia/Unifesp: Luís Carlos de Souza Ferreira, Depto. de Microbiologia/ICB/USP; Luis Eduardo Soares Netto, Depto. de Biologia, Instituto de Biociências/USP; Ronaldo de Carvalho Araújo e Jair Ribeiro Chagas e João Bosco Pesquero, Universidade de Mogi das Cruzes (UMC) e Depto. de Biofísica/Unifesp; Roy Edward Larson, Depto. de Biologia Celular e Molecular e Bioagentes Patogênicos/FMRP/ USP; Sandra Roberto Valentini e Mª Célia Bertolini, Instituto de Química/Unesp/Araraquara; Sérgio Schenkman e Beatriz Amaral de Castilho, Depto. Microbiologia, Imunologia e Parasitologia/Unifesp; Shaker Chuck Farah, Depto. Bioquímica, Instituto de Química/USP; Tomomasa Yano, do Depto. Microbiologia e Imunologia, Instituto de Biologia/Unicamp; Walter Filgueira de Azevedo Júnior, Depto. Física/Unesp; Walter Ribeiro Terra, Depto. Bioquímica, Instituto de Química/USP. (Assessoria de Imprensa da Fapesp)