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Fapesp apresenta produção comercial de clones bovinos

Publicado em 26 abril 2011

São Paulo - Durante Reunião Técnica sobre o programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, na última sexta-feira (15), o biólogo Tiago Henrique Camara De Bem, da empresa Clonest, apresentou o projeto sob sua coordenação.

Trata-se de uma iniciativa dedicada à produção comercial de clones bovinos. Segundo João Furtado, membro da Coordenação Adjunta de Pesquisa para Inovação da Fapesp e professor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), é um bom exemplo de proposta que alia um objetivo comercial à solução de um problema científico complexo, além de contar com parcerias bem articuladas.

"Esse é um caso bem-sucedido de um projeto Pipe que já finalizou a fase 2 e está em pleno funcionamento em escala comercial. Agora, a empresa já anda com suas próprias pernas", disse Furtado.

De Bem explicou que o problema de pesquisa consistia em aumentar a eficiência da técnica de clonagem e baratear os custos da produção de embriões clonados. O projeto estabelecia também o objetivo de montar um laboratório independente para a prestação do serviço de clonagem de bovinos.

"Fizemos um levantamento e verificamos que havia mercado para a clonagem de bovinos, mas a eficiência da técnica era baixíssima. Acabamos alcançando todos os objetivos: aumentamos a eficiência, baixamos os custos de produção e montamos um laboratório independente com tecnologia e equipe integralmente brasileiras", disse o biólogo à Fapesp.

Primeira clonagem

A primeira clonagem de bovinos em escala comercial no Brasil surgiu da parceria entre o Laboratório de Morfofisiologia Molecular e Desenvolvimento da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA), da Universidade de São Paulo (USP) de Pirassununga, coordenado pelo professor Flávio Vieira Meirelles e a empresa de biotecnologia Vitrogen.

O uso da clonagem em larga escala possibilita um melhoramento genético. "A média de preço desses animais é de R$ 500 mil, mas há bovinos de R$ 2 milhões. O interesse é manter esse potencial genético na fazenda. Por isso, há opção pela clonagem", explicou o biólogo De Bem.