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Fapesp anuncia hoje programa de pesquisa em bioenergia

Publicado em 03 julho 2008

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo  lança na quinta-feira, 3, o Programa Fapesp de Pesquisa em Bioenergia (BIOEN).

O BIOEN apoiará a pesquisa básica e aplicada sobre biocombustíveis, com o objetivo de criar conhecimento fundamental para a produção sustentável e aplicações baseadas principalmente em etanol de cana-de-açúcar.

O programa inclui pesquisa em colaboração entre universidades e empresas. Na mesma data serão anunciadas três Chamadas de Propostas de Pesquisa do BIOEN, no valor total de R$ 73 milhões, que somam diferentes esforços para pesquisa em biocombustíveis.

“O Estado de São Paulo é o segundo maior produtor de etanol no mundo. Para se manter na liderança, é necessário enfrentar desafios que podem ser vencidos com mais pesquisa, básica e aplicada. O BIOEN FAPESP é um programa articulado para tratar desees desafios - que vão desde o estudo sobre a cana de açúcar àqueles sobre os impactos econômicos, sociais e ambientais da era da Bioenergia.”, diz Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da FAPESP.

O BIOEN financiará projetos de pesquisa com cinco diferentes abordagens: melhoramento de cultivares para produção de biomassa de cana e de outras plantas; pesquisa sobre processos de produção de bioetanol e de outros compostos de interesse da indústria; aplicações do etanol para motores automotivos (motores de combustão interna e células-combustível); bio-refinarias e alcoolquímica; e pesquisas sobre os impactos sociais, econômicos e ambientais do uso e da produção de biocombustíveis.

Nesta chamada de propostas, os pesquisadores poderão apresentar projetos sobre produção de biomassa para bioenergia, processos de fabricação de biocombustíveis e pesquisas sobre impactos socioeconômicos, ambientais e de uso da terra.

O lançamento do BIOEN acontece durante Workshop que acontece das 9 às 15 horas, na sede da FAPESP. Com a participação de lideranças de pesquisa, empresários e autoridades do governo, o encontro irá detalhar os objetivos e o funcionamento do Programa.

Propostas

Com financiamento de R$ 19 milhões da FAPESP e R$ 19 milhões do CNPq-Pronex, a primeira das chamadas do programa busca projetos de pesquisa acadêmica básica e aplicada. Os temas são: produção de biomassa (especialmente cana), seu processamento para produção de biocombustíveis, aplicações em alcoolquímica e impactos sociais, econômicos e ambientais dos biocombustíveis.

Outros R$ 10 milhões serão investidos pela Fapesp em projetos que poderão ser submetidos como auxílios regulares e no âmbito do Programa Apoio a Jovens Pesquisadores.

A segunda chamada associada ao BIOEN resulta do convênio Fapesp-Dedini para Apoio à Pesquisa sobre Processos Industriais para a Fabricação de Etanol de Cana-de-Açúcar. Nesta chamada serão oferecidos R$ 20 milhões para projetos cooperativos entre pesquisadores da empresa e de universidades e/ou instituições de pesquisa paulistas, nos moldes do Programa Pesquisa em Parceria para Inovação tecnológica (PITE), da Fundação.

Os projetos selecionados serão apoiados em instituições e ensino superior e pesquisa no Estado de São Paulo. Ao longo dos próximos cinco anos este convênio investirá R$ 100 milhões, divididos em partes iguais entre os parceiros.

Outras duas empresas também já celebraram convênio com a Fapesp no campo da pesquisa em biocombustíveis. Em 2006, em parceria com o BNDES, a Fundação firmou com a Oxiteno, do Grupo Ultra, convênio para o desenvolvimento de projetos cooperativos para investigação do processo de hidrólise enzimática do bagaço da cana para obtenção de açúcares e a produção de etanol de celulose.

No início de 2008, a Fapesp e Braskem também estabeleceram convênio para o desenvolvimento de biopolímeros. Esses dois convênios integrarão o Programa BIOEN.

Na terceira chamada de propostas de pesquisa do BIOEN, a ser anunciada, a FAPESP e a FAPEMIG oferecem R$ 2,5 milhões cada uma para projetos de pesquisa em colaboração entre pesquisadores de São Paulo e Minas Gerais em temas relacionados a etanol.

Agência Fapesp