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Jornal de Jundiaí

Fapesp: a produção de pesquisas a serviço da melhora da educação

Publicado em 23 setembro 2012

A educação é o principal caminho para a evolução da sociedade. Neste segmento, uma das atividades que merece destaque encontra-se relacionada com os estudos científicos desenvolvidos nas mais diversas áreas.

No Brasil, um dos órgãos que valoriza e incentiva a produção de pesquisas é a FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo). Com autonomia garantida por lei, é ligada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia do Governo do Estado de São Paulo.

Com um orçamento anual correspondente a 1% do total da receita tributária do Estado, a FAPESP apóia a pesquisa e financia a investigação, o intercâmbio e a divulgação da ciência e da tecnologia produzida em São Paulo.

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo foi formalmente criada como órgão público em 1960 e começou a funcionar efetivamente em 1962, explicou o assessor científico da Fapesp e avaliador de cursos superiores do INEP/MEC, Prof. Dr. Eduardo José Caldeira.

Segundo ele, os objetivos do órgão são apoiar a pesquisa científica e tecnológica por meio de Bolsas e Auxílios a Pesquisa que contemplam todas as áreas do conhecimento. “Além disso precisamos abordar a questão das bolsas que se destinam a estudantes de graduação e pós-graduação; e os auxílios a professores e pesquisadores com titulação mínima de doutor, vinculados a instituições de ensino superior e de pesquisa paulistas”, afirmou. Em 2011, a FAPESP destinou mais de R$ 306,32 milhões para o flnanclamento de Bolsas Regulares no país e no exterior e R$ 333,94 milhões para Auxílio Regular à Pesquisa. 

Eduardo, que também coordena o Laboratório de Morfologia dos Tecidos e o Departamento de Morfologia e Patologia Básica da Faculdade de Medicina de Jundiaí, disse que possui uma linha de pesquisa definida trabalhando nela desde 2000. “Assim nossos resultados têm sido publicados em revistas de impacto na comunidade científica e estamos tendo reconhecimento internacional. Dessa maneira, contribuímos com a Fapesp, que possui um quadro de assessores para a emissão de parecer de mérito para projetos científicos”, declarou o professor que desde 2008 participa como assessor de área da FAPESP.

”Ao escolher o assessor para avaliação, a Fundação procura identificar os melhores especialistas com competência específica na área do projeto de pesquisa para dar parecer. A partir daí, este projeto sendo aprovado pelo assessor, passa pelo aval final e recebe a verba para sua execução. Nesta etapa, os assessores de área se reúnem para discutir sobre as verbas e projetos selecionados”. Sobre a produção de estudos na região de Jundiaí, Caldeira acredita que os últimos anos têm revelado uma evolução significativa. “A cidades de Jundiaí, esta localizada entre dois polos de geração de pesquisas, São Paulo e Campinas. Desta forma antes os profissionais e alunos normalmente dependiam muito destas cídades vizinhas e de suas Universidades, principalmente da USP e UNICAMP, para poderem se aprimorar e desenvolverem seus projetos de pesquisa. Contudo, atualmente as Instituições de Ensino Superior de Jundiaí, se desenvolveram muito neste aspecto. Hoje o município esta em pé de igualdade em qualidade de pesquisas científicas com estas Universidades e com elas firmando inúmeras parcerias”.

Iniciação Científica

No dia 10 de setembro, o campus Professor Pedro C. Fornari, sediou o V Encontro de Iniciação Científica. Na oportunidade trabalhos de alta qualidade foram apresentados por estudantes de vários cursos. De acordo com Eduardo, o UniAnchieta tem investido muito nesse segmento, aprimorando para executarem projetos de pesquisa.

“O reflexo deste apoio do UniAnchieta pode ser visto pelos projetos de pesquisa do PIBIC/CNPq que foram apresentados no V Encontro de Iniciação Científica ocorrido em Jundiaí e tiveram grande repercussão devido a qualidade dos trabalhos. Estes são alguns dos exemplos de empenho que tenho visto na cidade”. Durante o evento, o Prof. Dr. Eduardo Caldeira, realizou a palestra “Aspectos Fundamentais da divulgação científica”, a convite do professor do UniAnchieta, Marcelo Cunha. “O professor Marcelo Cunha é um pesquisador já com muita experiência e reconhecido em sua área de pesquisa. Inclusive fiquei sabendo que ele tem uma aluna de Iniciação Científica com Bolsa da FAPESP UniAnchieta. Outra professora que conheci e que tenho tido contato é a Taciana, coordenadora do curso de Nutrição. Estou vendo o empenho dela em aprimorar a Revista Científica da área de saúde do UniAnchieta. Além disso, há também a qualidade e empenho do Comitê Interno de Pesquisa, formado pelos professores João Antonio de Vasconcelos, Aparecida Érica Bighetti Ribas, Carlos Eduardo Camara, Cristiano Monteiro da Silva, Danllo Roberto X. de Oliveira Crege, Diva Otero Pavan, Lucia Helena de Andrade Gomes, Maria Cristina Zago Castelli, Marcelo Rodrigo da Cunha, Taciana Davanço, Jaqueson Luis da Silva, Wanderlei Carvalho”.