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FAPERJ marca presença na ExpoT&C com o estande do Confap

Publicado em 08 agosto 2019

Uma das atrações de maior destaque na programação da 71ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que ocorre em Campo Grande, é a ExpoT&C, inaugurada na manhã de segunda-feira, 22 de julho, e aberta à visitação até este sábado, dia 27. Trata-se de uma mostra de Ciência, Tecnologia e Inovação (C,T&I) que reúne, todos os anos, centenas de expositores, representantes de universidades, institutos de pesquisa, agências de fomento, entidades governamentais e outras organizações interessadas em divulgar e difundir novas tecnologias, produtos e serviços.

Integrada ao estande do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), de 48 m2, a FAPERJ também marca presença na ExpoT&C. A mostra ocupa um pavilhão climatizado no campus da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), com 1.050 m2. O local conta com estandes de expositores tradicionais, como a universidade sede da Reunião (UFMS) e o Centro Alemão de Ciência e Inovação São Paulo (DWIH-SP), que se inspira, nesta edição, no jubileu de 250 anos de nascimento do pesquisador alemão Alexander von Humboldt. Uma das novidades desse ano é a Avenida da Ciência, um espaço autônomo para apresentar o trabalho das unidades de pesquisa e entidades vinculadas o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). A "Avenida" conta com 39 estandes para todas as suas entidades vinculadas e mais dois para a prefeitura de Campo Grande e o governo do estado.

Além da FAPERJ, participam das atividades no estande do Confap as fundações estaduais de amparo à pesquisa (FAPs) de Alagoas (Fapeal), do Amazonas (Fapeam), de Goiás (Fapeg), do Mato Grosso (Fapemat), de Minas Gerais (Fapemig), de São Paulo (Fapesp), do Paraná (Fundação Araucária) e da Paraíba (Fapesq).

Doação de títulos editados com apoio da FAPERJ

O estande do Confap na ExpoT&C: ponto de apoio de diversas Fundações de Amparo à Pesquisa, incluindo a FAPERJ (Foto: Débora Motta/FAPERJ)

Durante a tarde de terça-feira, 23 de julho, o reitor da UFMS visitou o estande do Confap para receber, das mãos do presidente da FAPERJ, Jerson Lima Silva, a doação de 33 livros editados com o apoio da Fundação, por meio do programa institucional Auxílio à Editoração (APQ 3) e de outros programas de fomento, como Cientista e Jovem Cientista do Nosso Estado, Auxílio à Pesquisa (APQ 1) e o edital comemorativo aos 450 anos da cidade do Rio de Janeiro.

Entre as obras doadas estão a reedição póstuma das obra de Cecilia Meireles Crônica trovada da cidade de Sam Sebastiam do Rio de Janeiro e Cantata da cidade do Rio de Janeiro – 2ª edição (Editora Global/Batel, 2019, 108 p.) e a coleção O Rio por escrito, organizada por Stefania Chiarelli (Editora Batel, 2017, incluindo Contos do Rio – 132 p., Crônicas do Rio – 124 p. e Poemas do Rio – 128 p.), além de obras sobre nações indígenas brasileiras, como Povos indígenas e escolarização – Discussões para se repensar novas epistêmias na sociedade latino-americana (Garamond, 2012), de Mariana Paladino e Gabriela Czarny (Editora Garamond, 2012, 116 p).

O presidente da FAPERJ destacou a importância do programa Auxílio à Editoração (APQ 3), criado há quase duas décadas. “O APQ 3 é extremamente importante para fomentar a edição de obras de todas as áreas do conhecimento, dando ênfase à multidisciplinaridade. Ele é muito importante também para algumas áreas que disseminam a produção do conhecimento inovador através de livros, como as Humanidades. No contexto da crise no mercado editorial, a FAPERJ vem buscando retomar esse programa”, disse.

O reitor da UFMS, Marcelo Turine, agradeceu a doação e destacou a importância da iniciativa para estreitar os laços entre as instituições. “Agradeço à FAPERJ pela parceria na mobilidade de livros e obras. Temos a nossa editora universitária aqui na UFMS e temos que reconhecer, cada vez mais, a importância delas para a difusão do conhecimento acadêmico”, disse Turine.

Os representantes do INCT-Inofar Lucas Franco e Ana Cristina Silva explicam a importância das pesquisa em fármacos (Foto: Débora Motta)

Na ExpoT&C, os visitantes podem conhecer o trabalho de pesquisa de outras instituições fluminenses, como a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) – onde é possível conferir alguns produtos desenvolvidos em Farmanguinhos, como um bioinseticida que evita a proliferação do mosquito da dengue em águas paradas – e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Fármacos e Medicamentos (INCT-Inofar), coordenado pelo professor Eliezer J. Barreiro, do Laboratório de Avaliação e Síntese de Substâncias Bioativas, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (LASSBio/UFRJ), que recebe apoio da FAPERJ para a realização de suas pesquisas.

Os representantes do INCT-Inofar, instalados no estande da Sociedade Brasileira de Farmacologia e Terapêutica Experimental (SBFTE), explicam a missão do INCT aos visitantes que passam pelo local. “O INCT-Inofar tem diversas linhas de atuação, entre eles projetos que permitem a descoberta e desenvolvimento de candidatos a fármacos anticâncer e anti-inflamatórios inovadores, atuando através de mecanismos de ação pautados em alvos-terapêuticos novos, racionalmente selecionados. Reunimos 30 grupos de pesquisa em 15 instituições de ensino e pesquisa diferentes, localizadas em oito estados brasileiros”, contextualizou a colaboradora Ana Cristina da Mata Silva.

Ela destacou a importância dada pelo instituto ao trabalho de Divulgação e Popularização da Ciência, que é sua frente de trabalho. “Com o projeto Escola de Verão, em que oferecemos cursos de férias há 25 anos ininterruptos para graduandos e pós-graduandos, ajudamos a atrair o interesse dos jovens pela pesquisa nessa área do conhecimento. Ajudamos a formar estudantes que hoje já são professores de diversas universidades e multiplicam o conhecimento em fármacos”, resumiu.

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