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Diário do Comércio (MG) online

Fapemig libera R$ 8,6 milhões para INCTs

Publicado em 16 março 2011

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) liberou a terceira e última parcela de recursos destinados aos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs) sediados em Minas Gerais. A instituição antecipou o repasse de R$ 8,6 milhões, referentes à parcela de 2011, que poderia ser liberada até novembro. Ao todo, os INCTs mineiros receberão R$ 72 milhões, sendo metade proveniente da Fapemig e metade do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Os recursos vindos da Fapemig foram pagos em três parcelas: em 2009, 2010 e, agora, 2011, totalizando R$ 36 milhões em investimentos.

O Programa INCTs foi lançado em 2008 pelo CNPq que, com recursos próprios e de parceiros, entre eles a Fapemig, destinou mais de R$ 580 milhões a grupos de pesquisa em todo o país, possibilitando a formação de 122 INCTs. O Programa tem o objetivo de mobilizar e agregar, de forma articulada, os melhores grupos de pesquisa em áreas estratégicas para o país, além de impulsionar a pesquisa científica básica e estimular o desenvolvimento da pesquisa científica e tecnológica de ponta.

Além da Fapemig, o Programa do CNPq tem como parceiros a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), o Ministério da Saúde (MS), o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e as Fundações de Amparo à Pesquisa do Amazonas (Fapeam), do Pará (Fapespa), de São Paulo (Fapesp), do Rio de Janeiro (Faperj) e de Santa Catarina (Fapesc).

INCTs mineiros - Em Minas Gerais, são 13 INCTs, que congregam universidades e centros de pesquisas em atividades voltadas para áreas específicas do conhecimento. Os 13 institutos temáticos são: café, medicina molecular, nanomateriais de carbono, nano-biofarmacêutica, combate à dengue, planta-praga, desenvolvimento de vacinas, pecuária, ciência animal, engenharia, web, energia elétrica e biodiversidade. Os institutos foram selecionados a partir de um edital lançado pelo CNPq, em 2008.

"As propostas abrangem desde a pesquisa básica até a apresentação de resultados passíveis de proteção intelectual. Isso implica benefícios diversos para a ciência e tecnologia, como o aspecto da continuidade dos investimentos em médio prazo", destacou o presidente da Fapemig, Mario Neto Borges.

Além dos 13 Institutos em Minas Gerais, a região Sudeste terá 44 em São Paulo e 20 no Rio de Janeiro. O desempenho de cada instituto é acompanhado pelo CNPq e por um Comitê de Coordenação. "Os Institutos são frutos da articulação de investimentos federais e estaduais. Isso significa potencializar os recursos e focar em prioridades regionais e estaduais sem perder o foco científico nacional. Uma experiência pioneira e brilhante do MCT e do CNPq", ressaltou Borges.

Um dos INCTs mineiros, o de Estruturas Inteligentes em Engenharias, inclui pesquisas que buscam facilitar o controle de vibrações em estruturas, permitindo o diagnóstico e o prognóstico de falhas com mais facilidade. "Esse é um desafio importante para a indústria em geral, mas especialmente para a indústria aeronáutica e aeroespacial", disse o coordenador do Instituto, Valder Steffen Júnior. Ele destaca a importância da conexão entre pesquisa e mercado. "Hoje temos um forte interesse da Embraer em nossas pesquisas. Inclusive já temos, com ela, um projeto paralelo às atividades do Instituto."

Para Steffen Júnior, o programa do CNPq representa a oportunidade de trocar experiências com instituições não apenas do Brasil, como de outros países. O grupo coordenado por ele tem, por exemplo, a participação de São Paulo, com a USP São Carlos; do Rio de Janeiro, com a UFRJ; além de pesquisadores das Universidades de Brasília (UnB) e de Campina Grande (UFCG). O Instituto também tem parcerias com instituições dos Estados Unidos, Canadá, França e Inglaterra. "Usando as competências de cada grupo poderemos desenvolver esse tema com mais facilidade.  um esforço conjunto, uma sinergia entre instituições", avaliou.

Em outubro de 2010, o evento "INCTs: novas perspectivas para o avanço da ciência no Brasil" reuniu coordenadores dos 13 INCTs de Minas Gerais, com o objetivo de estreitar as relações entre eles e parceiros, dentro e fora do mundo acadêmico, bem como discutir e fomentar avanços nas ações de CT&I. O evento foi uma iniciativa da Fapemig, da Pró-Reitoria de Pesquisa e do Instituto de Estudos Avançados Transdisciplinares (IEAT) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A proposta de realização de um seminário para se discutir a atuação dos INCTs de Minas Gerais é uma exigência do edital lançado em 2008 pelo CNPq, como parte do Programa Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia.

Inova-UFMG - A Inova, incubadora de empresas de base tecnológica da UFMG, seleciona empreendimentos de base tecnológica para o Programa de Incubação (nas categorias Pré-incubação e Incubação). As inscrições seguem até 31 de março.

Podem se candidatar empreendedores interessados em desenvolver produtos, processos ou serviços inovadores. Há quatro vagas para cada uma das categorias. O processo seletivo é aberto às comunidades interna e externa à UFMG, ou seja, não é necessário que os candidatos possuam vínculo com a Universidade.

O formulário de inscrição, o edital e o modelo de plano de negócios estão disponíveis no site da Inova. Inicialmente, os candidatos devem preencher o formulário de inscrição e enviá-lo para o e-mail selecao@inova.ufmg.br, além de observar os demais procedimentos do edital.